Caso Joaquim: para delegado Guilherme tem perfil de psicopata


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 Joaquim Pontes Marques
Joaquim Pontes Marques

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro responsável pela investigação do desaparecimento e morte de Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, deu novas declarações sobre o caso na tarde de ontem. Segundo Castro, o perfil psicológico do padrasto da criança, Guilherme Longo, se aproxima do de um psicopata e a mãe de Joaquim, a psicóloga Natália Ponte, tem se mostrado bastante emotiva a cada encontro com a polícia.

“É um perfil bem próximo do psicopata. Ele (o Guilherme) se manteve sempre frio, com o mesmo modo de se comunicar. (…) Ela (a Natália) está bem tocada, sensível. Tem chorado bastante todas as vezes que tem vindo à delegacia. Realmente ela demonstrou, nos primeiros dias, um certo distanciamento emocional, mas isso, pelo que verificamos, é parte da personalidade dela. Ela está bastante emotiva atualmente”, explicou, em entrevista à EPTV.

O delegado também disse que as investigações, até o momento, não apontam provas suficientes para o indiciamento da mãe de Joaquim. "As provas, em princípio, incriminam apenas o Guilherme. Sobre a Natália vamos verificar ao final do inquérito. A gente apurou que ela estava na residência, mas não participou em momento algum do crime, nem tomou conhecimento dele", disse

Pedido negado

Ontem, Guilherme teve, pela segunda vez, o pedido de revogação de prisão temporária negado pela Justiça de Ribeirão Preto. De acordo com a decisão da juíza Joice Sofiati Salgado, há indícios de autoria e materialidade do crime. O pedido de revogação da prisão temporária foi feito na última sexta-feira, pelo advogado que representa Longo, Antônio Carlos de Oliveira. Além do pedido, Oliveira também pede o efeito extensivo da liminar de habeas corpus, concedido a Natália Ponte.

O técnico em TI está detido na Delegacia Seccional de Barretos (SP) desde 10 de novembro, quando o corpo do menino foi encontrado boiando no Rio Pardo. A prisão temporária dele foi prorrogada em 9 de dezembro.

Medo

De acordo com o delegado, a família de Natália teme que Guilherme fique em liberdade. "Pelo que eles (familiares) mencionaram informalmente, eles têm receio que aconteça alguma coisa caso ele venha a ser solto, até pela forma como ele age, pela violência dele."

Em liberdade

Natália conseguiu um habeas corpus e foi solta da Cadeia Feminina de Franca no último dia 11 após cumprir 31 dias de prisão temporária. O pai do menino Joaquim, o produtor de eventos Arthur Paes, ficou surpreso com a liberdade da ex-mulher. "Acho que a Natália poderia ajudar mais no caso se estivesse presa." 

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