Franca pode não ter futebol profissional em 2014. O presidente Fahim Youssef Issa Neto revelou que deve procurar a Federação Paulista de Futebol para pedir licença da Série A-3 do próximo ano. A decisão vem de encontro à desistência do empresário do ramo de calçados, Alaíde Alves, de assumir a gestão do departamento de futebol do clube. O empresário declarou sexta à noite e o Comércio da Franca publicou em sua edição de sábado, que não será mais responsável pelo futebol do clube. Consequentemente, Dalton Luís Amorim de Melo, o “Foguinho”, não será mais o supervisor da agremiação.
Fahim Youssef reconhece a grave situação que o clube atravessa. Sem dinheiro, ele chegou a se manifestar a favor de uma decisão que considera dura, ou seja, o afastamento da Federação. Segundo o cartola, sem dinheiro é impossível tocar o futebol profissional. “Pegou a todos de surpresa essa decisão do Alaíde. Vamos avaliar algumas situações nos próximos dias e ver o que será daqui para frente. Hoje, prefiro ir à Federação e pedir o afastamento do time. Sem dinheiro não tem como gerenciar o clube e não vou carregar tudo nas costas”, afirmou o dirigente.
Indagado se termos contratuais justificam a desistência do empresário, o presidente esmeraldino disse não. Sem entrar em detalhes, Fahim revelou que algumas mudanças foram realizadas no documento, mas tudo para preservar o clube e também o empresário. “O jurídico do clube e do próprio Alaíde analisaram a questão do acordo. Não foi o entrave, pois chegamos a um meio termo. Não entendi porque ele desistiu”, declarou.
A reportagem tentou entrar em contato com Alaíde Alves, mas o mesmo seus telefones não atenderam no sábado. Assim como na noite da última sexta-feira, seu celular esteve desligado. Um integrante do grupo de apoio de Alaíde - que pediu anonimato - alegou que a proximidade do Paulista da Série A-3, além de um impasse na resolução de termos do acordo entre as partes, foram os fatores que ocasionaram o fim da parceria.
A desistência de Alaíde Alves congelou contatos com treinadores como Edson Vieira e Zé Humberto. Durante a semana, os técnicos se reuniram com o grupo para um possível acerto. Isso não ocorreu. Segundo apurado, o grupo gestor já teria até locado uma casa no bairro Santo Agostinho, para acomodar o elenco. Além da casa do atleta, a dupla já tinha em mãos os valores orçados com reservas de hoteis para jogos fora, gastos previstos com viagens, alimentação, fornecimento de materiais esportivos, entre outros.
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