O torcedor um dia já teve paz e foi feliz


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O assunto que dominou os noticiários desta semana destacava cenas, entrevistas e comentários a respeito da bárbara violência entre torcedores, no jogo entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama. Foram agressões covardes, que assustavam a quem via pela televisão e os próprios jogadores, técnicos e dirigentes, no gramado, que chegavam às lágrimas de desespero. Fiquei me lembrando de uma época em que podíamos levar a família ao estádio, na certeza de que, no máximo, iria ouvir um xingamento, ou ver uma briga esporádica, entre dois torcedores mais exaltados, mas que logo eram separados e tudo prosseguia numa boa. Quantas vezes levei meu filho a Ribeirão Preto, nos jogos entre grandes clubes, e até mesmo um clássico entre Palmeiras e Corinthians, disputado no Pacaembu, mas jamais presenciei uma barbárie daquelas. O que mudou? Parece ter acabado em algumas pessoas o respeito ao ser humano, além da violência que vem imperando, na maioria das vezes em razão da quase certeza da impunidade na aplicação de nossas leis, cada vez mais tolerantes. A própria presidente Dilma, vendo as cenas, disse que medidas urgentes precisam ser tomadas para acabar com a violência nos estádios. O mundo inteiro viu aquilo, assustando quem pretende vir para ver os jogos da Copa, ano que vem. Até quando as pessoas de bem vão engolir essas barbaridades? Com a palavra, os que fazem e os que aplicam as leis penais!
 

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