Uma nação só será civilizada quando refletir a obediência às leis, ausentes exclusões e privilégios, convivendo ricos, pobres, poderosos, bem-nascidos, todos conscientes de que a direitos correspondem deveres.
Desconhece-se, no nosso planeta, sequer uma nação que se enquadre nesta definição. Ainda em construção, umas mais, outras menos adiantadas, todas, porém, em início de processo civilizatório.
Civilização, porquanto, é resultado de séculos de amadurecimento, injunções políticas, sociais, econômicas e, sobretudo, culturais.
Qualificar-se-ão aquelas que adotarem a regra infalível da conscientização dos indivíduos de que devem cumprir espontaneamente os seus deveres.
Daí saltar ao entendimento, de qualquer alcance, a importância da primeira obediência que devemos exercitar: fazermos aos outros o que desejamos que os outros nos façam, básico ensinamento do Evangelho do nosso Divino Mestre Jesus.
Trata-se de um convite a que nos coloquemos no lugar do outro para, só depois, agirmos em sua direção.
A exemplo de outros casos conhecidos, recentemente, a imprensa noticiou que, em Londres, um cidadão encontrou uma grande importância em dinheiro e não teve dúvida, entregou-a a uma autoridade competente, demonstrando elevado grau de civilidade, responsabilidade, e, sobretudo, de consciência.
Lembro-me de um programa de TV que utilizava de opiniões do público sobre casos hipotéticos que envolviam conduta moral.
Certa feita, o apresentador pediu que os telespectadores opinassem sobre o caso de uma valise contendo alta soma em dólares e encontrada no banco de um taxi.
A pasta, com seu conteúdo, deveria ou não ser devolvida? Infelizmente, venceu a opinião pela não devolução do achado.
A imoral diferença nas atitudes do seu povo demonstra o quanto uma nação ainda precisa evoluir.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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