Roberto Cunha, de ‘A Construtora’, morreu aos 83 anos


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Roberto Cunha foi sepultado ontem, sexta-feira, no Cemitério da Saudade
Roberto Cunha foi sepultado ontem, sexta-feira, no Cemitério da Saudade

Morreu às 5 horas de ontem, sexta-feira, no Hospital São Joaquim, Roberto Augusto César Cunha, conhecido empresário do setor de materiais de construção e acabamentos de Franca. Acometido por Alzheimer, Roberto teve o organismo minado aos poucos, especialmente nos últimos doze meses. Permaneceu internado nos últimos 10 dias em tratamento de infecção urinária aguda à qual não sobreviveu.

Esteve casado por 58 anos com Lélia Calixto Cunha. Do enlace, três filhos (Renato César, empresário de acabamentos para construção, narrador e comentarista de basquete da Rádio Difusora AM 1030, casado com Maria Cristina; Regina, casada com Miguel De Rossis; e Ricardo, casado com Kátia) e quatro netos (Elaine, Marina, Miguel e Rafael).

Desde muito pequeno, re-velou talento para o comércio. Um de seus primeiros empregos foi na Casa Schiratto, de presentes. Em 1960 associou-se a tio e primos, Mário David, Adilson e Weber, para criar ‘A Construtora’, loja de materiais de construção e de acabamentos que se tornaria, ao longo de décadas, uma das referências do setor regional. A loja foi aberta na avenida Major Nicácio, em frente à praça João Mendes, exatamente onde está, hoje, a Padaria Estrela. Alguns anos depois, com a família, mudou-se para Campinas (SP) e lá, abriu uma panificadora e uma indústria de produção de biscoitos. Em 1970, voltou a Franca, uniu-se ao cunhado Antônio Braga (casado com sua irmã Dora), e readquiriu a empresa, fechando-a somente em 2002, quando se aposentou. Sonhava, e concretizou o sonho de erguer prédio próprio para a empresa, mas não queria um prédio qualquer. Queria algo que se tornasse referência de design ‘para uma empresa referencial em sua área de trabalho’. Ergueu a obra na avenida Presidente Vargas, imediações do Cruzeiro (é o prédio que hoje abriga a Justiça Federal de Franca).

Fora dos negócios mercantis, fundou o Lions Clube Franca Centro, o Sindicato do Comércio Varejista de Franca e o Clube (hoje, Câmara) dos Diretores Lojistas da Cidade Nova. No Lions, permaneceu por 50 anos, contou Renato César, seu filho. Durante o velório, ocorrido no São Vicente de Paula, recebeu homenagens póstumas em viva voz, da parte de Alcides Viotto, seu companheiro de Lions, e de Michel Sad, presidente do Sindicato do Comércio Varejista.

Ainda segundo Renato, seu pai foi um homem ‘reto, que só deixou exemplos bons, de trabalho, de respeito ao próximo”. Aos filhos, dizia que cada cidadão tem que contribuir como o que de melhor puder, para deixar sua passagem marcada na história da cidade em que escolher para viver. Renato considera essa, a principal lição deixada por Roberto Cunha, o ‘que se confunde com empreender sempre, fazer diferença na própria vida e na das pessoas que com você convivem’. O sepultamento aconteceu também ontem, 16 horas, no Cemitério da Saudade.

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