Inércia


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As coisas correm pros seus cursos
Ou andam, se eu ritmada

Não há estação que me aguarde chegar.
Há um cavalo a galopes
Na brisa do tempo...
Uma rede a dançar...

E mesmo que eu me sente,
me assente, me doente,
Meu espírito repente,
Dispara pelas trilhas.

Guardo sínteses pra uma salada desproposital.

Mas a fome insiste... e persiste...

Vejo do centro o movimento:
Arrevoada de elétrons.

Vou à arquibancada e rodopio de êxtase.

Vomito a calmaria desesperada do imóvel.

A paz é flor que se colhe andando...


Shirley Machado de Oliveira, analista da Promotoria de Justiça de Ibiraci

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