Presa de poucas palavras. Foi assim que os carcereiros da cadeia do Jardim Guanabara classificaram Natália Ponte, 29. A leitura foi o hobby da psicóloga, o que foi comprovado na saída. Entre os pertences pessoais que ela deixou em sua cela estava uma sacola de plástico cheia de livros.
Natália, segundo a equipe da cadeia, teve um comportamento exemplar. “De fato, ela não deu trabalho. Quase não falava, mas conquistou o respeito das outras detentas com o passar dos dias”, lembrou o delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor da cadeia.
O repórter Barros Filho, único profissional de imprensa a acompanhar a saída de Natália da carceragem para assinar o alvará de soltura, comprovou que, de fato, ela não é de falar. Com voz baixa, quase inaudível, ela proferiu somente poucas palavras em cinco minutos: “Estou ansiosa para que tudo isto acabe.” No final se despediu de todos com um simples “tchau”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.