Doença ignorada


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Os Estados Unidos estão reformando o sistema de saúde pública e concentram seus esforços na prevenção de doenças, porém, ignoram uma das mais graves deste tempo: poluição sonora. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan e da Rede para o Direito Sanitário Público afirmam que poluição sonora não afeta só a audição, mas contribui para o desenvolvimento de doenças cardíacas, hipertensão, distúrbios do sono, estresse, e problemas de aprendizagem.

Em artigo publicado na Environmental Health Perspectives, os cientistas Rick Neitzel e Monica Martelo dizem que 90% dos usuários de transporte coletivo de Nova York correm risco de perda permanente da audição por ruído de trem, ruídos ocupacionais e uso do MP3 player. A Agência de Proteção Ambiental estabelece limites para a exposição ao ruído para um período de 24 horas em áreas residenciais de 55 decibéis (dBA) e de 70 dBA para evitar a perda de audição.

Os cientistas incluíram recomendações para a Estratégia Nacional de Prevenção dos EUA, organização responsável por metas de prevenção mo ‘Affordable Care Act’, lei de proteção dos pacientes no que se refere aos serviços de saúde: (1) Exercer o controle de ruído através de regulamentação direta, estabelecendo níveis de emissões máximas. (2) Exigir a divulgação das emissões de produtos, tais como brinquedos, para crianças. (3) Melhorar a divulgação de informações sobre os perigos do ruído. (4) Realizar mais pesquisas sobre impacto de ruído sobre a população. (5) Aprovar regulamentos que não são cobertos pela Agência de Proteção Ambiental. (6) Reduzir o ruído causado pela comunidade de construção, veículos de emergência e equipamentos de manutenção. (7) Tomar medidas para a construção ou reforma de habitações que protejam de ruído. No Brasil, não há grande preocupação a respeito.

Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE — Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

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