A última rodada do Campeonato Brasileiro, para muitos o de mais baixo nível técnico dos últimos tempos, reservou fortes emoções a torcedores, dentro e fora dos gramados.
Fora de campo, confrontos entre torcedores do Vasco e Atlético Paranaense colocaram em risco a vida de quatro pessoas. Só fez demonstrar o descaso das autoridades com a segurança dos expectadores. No momento em que eclodiu o confronto não havia um único policial dentro do estádio.
O futebol paulista também teve o pior desempenho dos últimos anos. Não credenciou, via campeonato brasileiro, um único time à Libertadores, e ainda assistiu a queda da Ponte Preta. O Santos, na sétima colocação, foi o melhor paulista.
Sem dúvida, o perdedor do ano foi o futebol carioca, que assistiu, estarrecido, a queda de dois gigantes: Vasco e Fluminense. O Fluminense protagonizou fato inusitado: campeão em 2010 e 2012, foi rebaixado em 2013.
O tricolor carioca, time de grande torcida, plantel milionário e forte patrocinador – a Unimed –, realizou, nos gramados, campanha pífia. Com todo respeito que o torcedor do Fluminense merece, o rebaixamento de agora restabeleceu justiça no futebol brasileiro.
O time carioca, no final dos anos noventa, rebaixado à terceira divisão, acabou ascendendo diretamente à primeira, em razão de virada de mesa de “cartolas”, com a criação da já extinta Copa João Havelange, mas a CBF.
Porém, a CBF, localizada no Rio de Janeiro, parece ter encontrado alternativa para evitar a queda deste ano. Conforme divulgado pela mídia esportiva, a Portuguesa, no jogo que disputou com o Flamengo no último sábado, teria utilizado jogador irregular. Confirmada a perda dos pontos, a Portuguesa é que será rebaixada.
A prevalecer, no entanto, os resultados de campo, a queda bastante doída para os tricolores, faz lembrar adágios populares que encerram grande sabedoria: “Deus escreve certo por linhas tortas” e “Justiça tarda, mas não falha”.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca
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