Após polêmica, feiras itinerantes querem se tornar permanentes


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Imagem de arquivo mostra ‘Feirinha do Brás’ realizada em Franca neste ano
Imagem de arquivo mostra ‘Feirinha do Brás’ realizada em Franca neste ano

Um grupo de comerciantes itinerantes estuda tornar permanente a feira que acontecia em Franca de forma volante. A mudança começou a ser pensada depois que entrou em vigor, no dia 27 de novembro, a lei municipal que regulariza esse tipo de feira. Segundo os ambulantes, as novas regras impõem taxas muito altas e restrições que inviabilizam a realização de feiras itinerantes na cidade, além de exigir um prazo de 180 dias entre uma exposição e outra.

Segundo o representante dos comerciantes itinerantes, Altair Elói, com as novas regras ficou difícil montar feiras desse tipo na cidade. “(A nova lei) vai encarecer o preço das mercadorias e o público quer preço baixo. Todos os meus 350 fabricantes parceiros têm interesse em ficarem fixos na cidade”, afirma Altair. Ele justifica o interesse do grupo em tornar a feira permanente devido à alta adesão da população francana às feiras populares.

O estudante Eric Jackson Assunção Silva diz que já foi às “Feirinhas do Brás” de Franca duas vezes e comprou produtos pela metade do preço geralmente praticado no comércio da cidade. Já a dona de casa Sandra Maria Assunção diz que também já comprou em feiras itinerantes, mas que o preço baixo não compensa a má qualidade dos produtos e a falta de garantia.

Novas regras
De acordo com a nova lei sobre feiras itinerantes, os ambulantes podem permanecer na cidade por um período máximo de dez dias e o mesmo grupo só pode montar comércio desse tipo em Franca novamente após seis meses. Além dos documentos obrigatórios, como alvará de funcionamento e CNPJ de todos os expositores, cada banca deve pagar taxa de cerca de R$1.200. Os organizadores devem ainda manter posto de troca de mercadorias na cidade por 30 dias. As multas para feiras que não cumprirem as regras é de R$ 42.000, além de interdição do espaço e cassação de alvará.

O Presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), José Alexandre Carmo Jorge, diz que a nova lei passou por análise da associação, que chegou a fazer sugestões ao texto. De acordo com José Alexandre, a lei das feiras itinerantes atende às expectativas dos comerciantes de Franca.

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