A Justiça Eleitoral arquivou esta semana, processo aberto pelo Ministério Público para apurar eventual crime eleitoral por parte de Sidnei Rocha (PSDB) nas eleições do ano passado. O ex-prefeito era acusado de violação do sigilo do voto. A denúncia foi feita pelo diretório do PCB.
Sidnei era acusado de ter violado o sigilo, no dia 7 de outubro, ao permitir que seu voto fosse gravado em vídeo, inclusive, deixando evidente que estava votando em Alexandre Ferreira. As imagens foram usadas no horário eleitoral do candidato e no site oficial da coligação, o que, segundo a acusação, poderia influenciar os eleitores durante a votação do segundo turno. O presidente da mesa receptora, que não impediu a filmagem também havia sido acionado por, em tese, ter concorrido para a prática do crime. No entendimento do promotor Cláudio Escavassini, o crime só teria ocorrido se as imagens tivessem sido obtidas sem o consentimento do eleitor, o que não ocorreu. ‘O próprio eleitor não pode, logicamente, cometer o delito de violar o próprio voto. Se não houve violação, não há crime’. Por não vislumbrar infração passível de ser apreciada na esfera criminal, Escavassini decidiu pelo arquivamento, decisão seguida pela Justiça. Multa ou pena de detenção de até dois anos eram as punições previstas.
Tucanoleaks: Pânico no ninho. Só de ouvir falar em gravador, os tucanos ficam arrepiados. Reza a lenda que reuniões internas do PSDB e encontros para arquitetar a reeleição de Jépy Pereira à presidência, com a consequente rasteira em Valéria Marson, teriam sido gravadas. Assessores do prefeito e vereadores falaram bobagens, inclusive, sobre o prefeito, e jornalistas. Agora, temem que o conteúdo seja revelado. O problema é que não imaginam o real alcance do grampo. Não sabem onde, por quem e, o que é pior, o que foi gravado. Já tem gente graúda pedindo desculpas pelo que fez, pelo que tem medo de ter feito ou pelo que não sabe se fez: ‘Não era bem isto que eu queria dizer’.
Folclore no plenário: Câmara realizará sessão solene, amanhã às 20 horas, para homenagear as pessoas que se destacaram em participações nas Folias de Reis e Congadas. O evento, que tem o objetivo de preservar a tradição no município, é uma indicação do vereador Nirley de Souza (DEM).
Elas não o perdoam: Jépy Pereira precisa aumentar suas orações (ou rezar com mais fé). As procuradoras da Câmara, Taysa Mara e Maria Fernanda, pediram a intervenção da OAB para que suas prerrogativas sejam respeitadas. Dizem que a Câmara, através de seu presidente, ‘está empregando medidas que dificultam o pleno exercício da advocacia, com clara afronta à independência funcional’. O presidente da OAB, Ivan da Cunha Souza, encaminhou ofício a todos os vereadores, pedindo que colaborem.
Tô fora: Adérmis Marini colocou à disposição o cargo de líder do governo na Câmara. Justificou dizendo que tem planos para 2014. Quer ser candidato a deputado federal. É verdade. Também é verdade que ele estava desconfortável na função de pára-raios. Assessores de Alexandre tentam convencê-lo a ficar. Na dúvida, nomes como os de Marco Garcia (PPS) e Laércinho (PP) já estão sendo cogitados para assumir o abacaxi.
Maldade dos algozes: Dizem que o cardeal Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida, veio a Franca no domingo, para evitar encontro com Jépy, que visitava a Basílica Nacional no mesmo dia...
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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