‘A Unifran está de luto’, diz o chanceler Clovis Ludovice


| Tempo de leitura: 2 min
Até mesmo o o chanceler da Unifran, Clóvis Ludovice, se mostrou indignado
Até mesmo o o chanceler da Unifran, Clóvis Ludovice, se mostrou indignado

A terça-feira foi amarga para os quase 200 funcionários demitidos. Pegos de surpresa logo pela manhã, muitos ainda custam a acreditar que estão desempregados. Nos corredores da universidade já vazia por conta das férias, os poucos funcionários que trabalhavam no final da tarde de terça-feira ainda tentavam entender o que aconteceu.

Até mesmo o o chanceler da Unifran, Clóvis Ludovice, se mostrou indignado. Procurado pela reportagem, ele disse que não poderia conceder entrevistas por razões contratuais, mas desabafou via rede social, no início da noite de ontem. “A Unifran está de luto (...). Fui vencido pela vontade de majoritários (...). Estou revoltado e constrangido por essa atitude de déspotas”, escreveu.

Entre os dispensados, estão funcionários com mais de 35 anos de serviços prestados. “É difícil acreditar no que está acontecendo. Estamos todos revoltados. Não tiveram nenhum respeito. Simplesmente chamaram as pessoas em uma sala e entregaram a carta de demissão, avisando que estavam dispensadas do aviso prévio. Isso não é jeito de tratar quem dedicou a vida à construção desta universidade”, disse um dos funcionários ligado ao alto escalão da Unifran que ainda se mantém no cargo.

Ele contou que a direção não avisou ninguém a respeito. “Dois diretores chegaram aqui antes das 8 horas e começaram as demissões. Pelas nossas contas, foram mais de 220 pessoas dispensadas sem qualquer explicação. Diversos setores importantes foram completamente fechados. Sinceramente não sei qual será o futuro da Unifran”.

Outro funcionário, que trabalhava na universidade há quase quatro décadas, está estarrecido com a sua demissão. “Eu ajudei a transformar a Unifran em universidade, fiz lobby junto ao Ministro da Educação para trazer o curso de Medicina, e eles (o grupo Cruzeiro do Sul) não levaram absolutamente nada disso em consideração. Não houve aviso (dos cortes). Quando fui informado da demissão e retornei à minha sala, meu telefone e meu computador já estavam bloqueados, e ninguém me ajudou a captar documentos pessoais que estavam no HD”, disse ele.

O mesmo funcionário lamenta a decisão . “A Unifran é uma criação francana. Isso (a demissão) foi uma agressão para Franca, para os nossos produtores de cultura e conhecimento. É um tapa na cara. A intelectualidade foi ferida mortalmente no dia 10 de dezembro de 2013 pela Cruzeiro do Sul”, disse.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários