Prefeitura de Franca interdita a Boate Jarrel Club por falta de alvará


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Entrada da boate foi lacrada na tarde de ontem pela Prefeitura por falta de alvará para funcionar
Entrada da boate foi lacrada na tarde de ontem pela Prefeitura por falta de alvará para funcionar

A Boate Jarrel Club, localizada na avenida Ismael Alonso Y Alonso, não pode mais funcionar. Ela foi interditada na tarde desta terça-feira pelo Setor de Fiscalização da Prefeitura. Desde que foi inaugurada há menos de um mês, a casa noturna vinha funcionando sem autorização. Nos últimos dias, a realização de shows ao vivo acabou irritando vizinhos que registraram dezenas de queixas na polícia e na Prefeitura.

O chefe da Fiscalização do município, Éder Brazão, disse que a boate não possuía alvará. “Por conta das reclamações, fizemos a fiscalização e identificamos a falta do alvará e de um laudo acústico. Notificamos os donos e demos prazo para que apresentassem a documentação. O prazo expirou na segunda-feira. Como não apresentaram nada, tivemos que agir e interditamos o local.”

A interdição impede o funcionamento do estabelecimento até que a situação seja regularizada. “O local está lacrado. Se insistirem em funcionar, poderão responder por desobediência e ainda pagar multas.”

Segundo Éder, a boate não possuía o laudo do Corpo de Bombeiros que garante que a casa é segura para receber público e cumpre todas as normas contra incêndio. Também não apresentou o laudo acústico exigido pela Prefeitura para a liberação de bares e boates em zonas mistas (comerciais e residenciais) da cidade. “Eles só poderão reabrir quando cumprirem todas as exigências feitas pela lei.”

Um dos donos da casa noturna, Paulo Roberto Cardoso, foi procurado ontem e na segunda-feira pelo celular para comentar os problemas envolvendo o local, mas não atendeu o telefone nem retornou as ligações até o fechamento desta edição.

Histórico
Não é a primeira vez que o local é alvo de reclamação de moradores por perturbação de sossego. Antes mesmo, quando no local ainda funcionava o Barcode, as queixas eram constantes.

Um grupo de moradores de um condomínio próximo chegou a registrar mais de 50 boletins de ocorrência na polícia e ainda move um processo judicial contra os ex-donos do estabelecimento, ainda sem julgamento pela Justiça. Eles pensaram inclusive em organizar um protesto na porta da boate vestidos com pijamas.

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