Alimento diário


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Permitir que a vida de Deus se expanda

Na Segunda Epístola de Pedro, logo no início o apóstolo fala que todas as coisas nos têm sido doadas para nos conduzir à vida e a piedade (1:4). É necessário, portanto, que a vida natural morra e a vida de Deus seja acrescentada em nós. A respeito da morte do Senhor Jesus na cruz, Paulo falou: ‘Estou crucificado com Cristo’ (Gl 2: 19 b). Nosso velho homen foi crucificado juntamente com Cristo. Agora, em ressurreição, somos novo homem e temos nova vida, uma vez que o Senhor já se tornou o Espírito que dá vida. Por invocar Seu nome, fomos salvos no espírito. A partir disso, a vida de Deus tem se expandido e saturado cada parte de nosso ser. O Espírito, que já se mesclou com nosso espírito, começou a fazer uma obra de expansão em nós. O quanto nos voltamos para o Espírito e rejeitamos nossa vida da alam determina o quanto a vida divina se expande em nós. Se nos abrimos para o Senhor, Ele terá como purificar-nos, limpar-nos, encher-nos, mesclar-Se conosco e transformar-nos (2 Co 3:16-18). Pedro nos diz que o crescimento da vida de Deus em nós depende de quanto nossa vida da alma diminui; por isso, devemos buscar o crescimento de vida dia após dia, para que Cristo tenha Sua expressão em nós. Para isso Deus determinou ser necessário passar pelo processo de sofrimento para que a nossa alam seja tratada. Não devemos pensar que o sofrimento seja uma coisa extraordinária, mas algo estabelecida por Deus.
O coro do hino 320 diz: ‘Os sofrimentos ganhos são para mim’. Cada vez que há um sofrimento, isso é ganho para nós porque vem tratar conosco. Pedro compara os sofrimentos com o fogo que vem queimar as impurezas da alma. Algumas delas, porém, não conseguem ser queimadas com fogo brando. Pedro, por exemplo, possuía uma alma forte e muito dura. Para que ela fosse queimada, ele teve de passar por sofrimentos grandes.
Nós podemos pensar que não somos como Pedro, embora muitos de nós sejamos mais duros do que ele.
Independentemente de nossa condição, temos todos de passar pelo sofrimento para ganhar mais vida divina e para que os elementos naturais sejam queimados. Nossa vida da alma tem de ser negada para seguirmos o Senhor, e, assim estarmos cheios da vida de Deus. Essa é a vontade de Deus para nós. Segundo a história, quando estava para morrer, entre os anos 60 e 70 d.C; Pedro foi julgado para ser morto e recebeu como sentença a crucificação. A tradição diz que ele falou: ‘Não mereço morrer como meu Senhor. Se vocês querem me crucificar, crucifiquem me de cabeça para baixo’. Essa experiência de Pedro corresponde à parte final do fogo em sua vida natural, pois esta havia sido queimada pelo fogo. O objetivo da Primeira Epístola de Pedro é transmitir o encargo de buscarmos a salvação da alma para estarmos cheios da vida de Deus quando passarmos pelo julgamento no tribunal de Cristo. Assim, como resultado desse queimar, nós recebemos louvor. Aleluia!

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