Jépy ‘reza’ para algozes não ‘queimarem no mármore inferno’


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O vereador Jépy Pereira foi reeleito presidente da Câmara
O vereador Jépy Pereira foi reeleito presidente da Câmara

Menos de 24 horas após ser reeleito presidente da Câmara, o vereador Jépy Pereira (PSDB) embarcou para um compromisso especial: viajou para Aparecida do Norte, a capital brasileira da fé. Certamente, foi pagar promessa e agradecer pela vitória. Mas também reservou orações para os inimigos, a quem disse que “vai perdoá-los”.

O roteiro e os objetivos da viagem foram revelados pelo vereador em postagem com o título “EU OS PERDOO” em seu perfil numa rede social. “Estou indo à Aparecida do Norte. Como presidente da Câmara e como cidadão. Vou rezar. Vou rezar bastante. Para meus familiares, meus amigos e colegas”.

Jépy escreveu que vai rezar, principalmente, para que seus “inimigos e algozes tenham saúde e vida longa”. “Vida longa para se arrependerem das inverdades que disseram da minha pessoa. Se a vida for curta com certeza eles iriam queimar no mármore do inferno (sic)”.

Num discurso onde momentos de rancor e palavras de perdão se alternam, Jépy diz “não guardar mágoas” daqueles que criticam sua performance política. “Como bom CRISTÃO eu os perdoo, são ignorantes e muitas vezes pessoas infelizes, desajustados em suas famílias, são odiados pelos próprios amigos que por medo ou opor interesse ainda que persistem em ficar perto (sic)”.

Em seu desabafo na rede social, marcado por erros de português, Jépy disse que as “inverdades” ditas sobre ele teriam partido de “pessoas que não têm Deus no coração”, “ignorantes e invejosas”, cujas atitudes terão que responder “logo logo” perante a vida ou perante Deus. “Eu sigo a minha vida, com uma linda família, com amigos sinceros e acima de tudo como VENCEDOR. Isto porque eu acredito em Deus e tenho absoluta certeza que ele também acredita em mim, isto porque eu acredito no SER HUMANO”.

Difícil saber para quem Jépy mais rezou. Logo após ser mantido pelos vereadores no cargo de presidente, quinta-feira, ele chamou os servidores da Câmara, que o denunciaram à Justiça, de “amebas”. Tramitam contra ele ação popular na Vara de Fazenda Pública, movida por nove servidores da Câmarea, e investigações no Ministério Público. Na mesma rede social que diz rezar para os algozes, é alvo de enxurrada de críticas. Sua colega de PSDB, Valéria Marson, disse ter sido traída por ele. “O mínimo que um político tem que fazer é honrar a palavra dele”, afirmou a vereadora, irritada por ele não ter cumprido o acordo para apoiá-la nas eleições para a presidência.

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