A convicção que determina a opção por um caminho que se acredita levar a Deus é a mesma que deveria fazer do verdadeiro religioso, o maior respeitador da religião dos outros.
Causou-nos estranheza o texto de Gregorio Duvivier, publicado no caderno ‘Ilustrada’, da Folha de S. Paulo, edição de 23/09/13. Lá, o articulista tece despropositadas críticas, ridicularizando todas as religiões, ressalvando apenas a dele como dona da verdade.
Entre os ataques que dispara contra crenças alheias, considera o Espiritismo uma piada pronta e os espíritas, esquizofrênicos, porque ‘falam com mortos’.
Ele próprio exalta a sacralidade da Bíblia, que ‘fala da vinda do ‘Deus vivo’ à Terra’, mas ignora relatos bíblicos, como o da conversa com ‘mortos’ (Mateus, VIII: 28-34), em diálogo com o endemoniado Gadareno, mantido por Jesus, que não era esquizofrênico, bem assim a conversação d’Ele com os espíritos materializados no Monte Tabor (Marcos, IX: 1-8). E, mais, o que está contido em Daniel (V: 1-31) e em Samuel (XXVIII: 1-25).
Ou o colunista está mal informado, ou, por algum motivo, mal intencionado. Além dos registros bíblicos, deveria ter considerado sobre experiências realizadas como parte de pesquisas sérias, e que comprovam a sobrevivência e comunicabilidade dos espíritos, como as realizadas pelo Prêmio Nobel de Física e enunciador do 4º estado da matéria, o inglês Sir William Crookes, e relatadas por ele mesmo (Ver Fatos espíritas, Ed. FEB, Rio de Janeiro, 1971).
Diz a psicologia que a pessoa pode sofrer processo de alienação, pelo qual se distancia da realidade e passa a acreditar ser a única detentora da verdade, como a hipótese absurda daquele soldado que acha que todo o batalhão está com o passo errado, e que ele é o único com o passo certo.
Que não desrespeitemos as outras crenças, ou desconsideraríamos o evangelista João quando disse que Deus é amor, presente, portanto, em todas as religiões.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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