Jépy Pereira vence eleição e chama seus denunciantes de ‘amebas’


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Assessor do prefeito, Edvaldo Costa (à direita) combina com vereadores aliados, dentro do plenário, como eles deveriam votar
Assessor do prefeito, Edvaldo Costa (à direita) combina com vereadores aliados, dentro do plenário, como eles deveriam votar

A imagem da Câmara Municipal no ano novo será a mesma. Numa eleição sem surpresas, o vereador Jépy Pereira (PSDB) foi mantido no cargo de presidente pelos colegas de plenário. Ele recebeu dez votos, contra dois de Valéria Marson (PSDB) e um de Márcio do Flórida (PT). Foram duas ausências. A Mesa Diretora será formada por Josivaldo Bahia (PTB), vice-presidente, Cordeiro (PSB), 1º secretário, e Laércinho (PP), 2º secretário. A composição foi costurada por assessores da Prefeitura com o aval de Alexandre Ferreira (PSDB).

A votação, realizada na manhã de ontem, apenas ratificou o acerto feito pelos vereadores da bancada governista durante jantar em uma churrascaria terça-feira, conforme o antecipado ontem pelo Comércio. A única novidade foi o fato de dois eleitores de Jépy terem chegado atrasados. Quando Bahia e Marco Garcia (PPS) entraram no plenário, a votação para presidente já havia sido encerrada. Ambos pediram para que ficasse registrado em ata que votariam no decano da Câmara.

Confirmada a reeleição, Jépy agradeceu aos colegas pelo apoio e fez uma promessa de dupla interpretação. “Tudo farei para honrar a casa, como fiz este ano”. Logo depois, insinuou que os servidores da Câmara são amebas (leia matéria nesta página).

A maioria alcançada pelo presidente não significou unanimidade. Valéria negou frustração pelos dois votos - o próprio e o de Nirley (DEM) - e afirmou se sentir vitoriosa por não ter se aliado a Jépy. “Fiz minha campanha sozinha. Não precisei trancar ninguém em uma sala e coagir para votar em mim. Foram dois votos livres. Democracia é isto aí. A gente tem que entender que as pessoas têm liberdade para votar. Cada um tem o presidente que merece”. Ela disse esperar que o eleito cumpra os acordos que fez com os vereadores. “Se o Jépy fizer como fez comigo, eles vão ser passados para trás também. Será mais um passa-moleque nos outros partidos”.

O petista Márcio do Flórida disse ter lançado o seu nome como forma de protesto pela influência do prefeito nas eleições e por não concordar com a maneira com que Jépy tem conduzido a presidência. “A Câmara sofreu um desgaste muito grande em 2013. Era a hora de sinalizar para a população com uma renovação, mas houve uma combinação entre 12 vereadores e o governo interferiu nos destinos da Câmara. Só temos que lamentar”.

Além de compor a Mesa Diretora com vereadores aliados, o governo também vai controlar a maioria das comissões permanentes. A festa só não ficou completa porque a Comissão de Legislação, Justiça e Redação, considerada a mais importante por ter o poder de dar parecer contrário em projetos, será comandada por dois “rebeldes”: Daniel Radaeli (PMDB) e Luiz Vergara (PSB).


Os bastidores da votação

• Aliado de Jépy, Marco Garcia não votou. Chegou atrasado e culpou o trânsito.
• Luiz Vergara, com problema de pressão, foi substituído pelo 2º secretário.
• “Estou reformando a bolota, não consegui acordar antes das 9h”, disse Bahia, que também se atrasou.
• A ‘rebelde’ Valéria Marson perdeu o posto de líder do PSDB na Câmara.
• Adérmis Marini não pretende mais ser pára-raio e será novo líder do PSDB.

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