A mulher de 29 anos que jogou gasolina e ateou fogo em um jovem de 23 anos no interior de um posto de combustíveis na Vila Santa Cruz foi condenada a 5 anos e 6 meses de reclusão. Lidiqueli Regina Matias, do Jardim Francano, foi a júri popular na manhã de ontem. A audiência durou pouco mais de três horas. Por ser réu primária e, supostamente, ter agido sob violenta emoção, o júri aceitou a tese de “crime privilegiado”, mesmo tendo sido realizado “por meio cruel”. Os votos dos jurados garantiram que a autora recebesse uma pena reduzida.
Alguns familiares da vítima, Thaysson Guilherme Lourenço; do advogado de defesa, Carlos de Oliveira, e estagiários de cursos de Direito acompanharam a audiência. Os trabalhos foram conduzidos pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho. O promotor de acusação foi Odilon Nery Comodaro.
Lidiqueli tentou mudar a versão que prestou à polícia. Disse que discutiu com Thaysson e, durante a discussão, ele teria esbarrado no copo que ela bebia refrigerante com álcool combustível. O rapaz, na fase de inquérito policial realizada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), deu detalhes sobre o que teria ocorrido no dia dos fatos, ano passado. Mas, perante os jurados, declarou não se lembrar da nada.
O promotor indagou os dois sobre o porquê da mudança de versões. Eles alegaram que estariam sendo ameaçados, sem dar detalhes. A defesa trabalhou para provar que Lidiqueli teria agido sobre violenta emoção, após ser agredida pela vítima. Os jurados aceitaram parte das alegações da defesa e Lidiqueli foi condenada à pena de 5 anos e 6 meses. Recolhida na cadeia do Guanabara desde maio, ela deve seguir na próxima semana para uma penitenciária feminina. Odilon Nery declarou que não pretende recorrer da decisão. O advogado Carlos de Oliveira não foi encontrado para comentar a decisão do júri.
O crime
A ocorrência envolvendo Lidiqueli e Thaysson ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro de 2012. O rapaz, depois de passar três meses internado em coma, disse que a mulher se irritou após ele se negar a lhe dar dinheiro para comprar drogas.
A acusada, que só foi capturada em maio, declarou que teria sido agredida e humilhada por Thaysson dentro do posto, e por isto teria agido de forma violenta, jogando gasolina e depois ateando fogo na vítima.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.