Leucemia: Carolina Parzewski encontra 4 doadores compatíveis


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Advogada Carolina Parzewski espera fazer o transplante já no início do próximo ano
Advogada Carolina Parzewski espera fazer o transplante já no início do próximo ano

As esperanças de cura da advogada Carolina Parzewski, 36, que luta contra leucemia há dois anos, se renovaram nesta quarta-feira. A francana encontrou quatro doadores de medula óssea compatíveis, que são estrangeiros, e agora serão comunicados sobre a possibilidade de fazerem a doação.

Carolina teve a boa notícia quando foi a uma consulta de rotina, em Ribeirão Preto, ontem. Dentro do consultório, o médico fez uma nova busca no banco mundial de dados de doadores. “Foi muito legal, pois eles (os médicos) descobriram ao mesmo tempo que eu tinha quatro doadores compatíveis”, disse Carolina.

Os próximos passos são entrar em contato com os doadores e confirmar a disponibilidade deles em fazer a doação. “Vai um médico daqui do Brasil e esse material é colhido (...) Se tudo der certo, no final de janeiro, início de fevereiro, eu já posso fazer o transplante”, disse a advogada.

Carolina irá passar as festas de fim de ano em casa com o filho de 10 anos e a família. Ela disse que todos estão agradecidos e emocionados com a novidade. A advogada agradece também a população de Franca que torceu por ela. “Eu brinque com minha mãe que Deus deve ter dito que iria mandar essa medula logo, pois tinha muita gente pedindo.”

Comoção
No dia 15 de setembro, a advogada revelou ao Comércio da Franca que tinha apenas cinco meses para encontrar um doador compatível. Desde que descobriu a doença, Carolina vem fazendo campanha de incentivo à doação de medula óssea nas redes sociais. Ela chegou a entrar na Justiça para derrubar portaria do Ministério da Saúde que limita o número de cadastros mensais. A luta foi coroada por uma liminar concedida pela Justiça Federal de Franca.

Ainda em setembro, a população de Franca fez passeata em prol da doação de medula óssea, durante a Semana Ana Laura - menina francana que morreu de leucemia à espera de um doador. O fim do movimento foi no Hemocentro da cidade, onde todos puderam se cadastrar para serem doadores.

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