Francanos já sentem o aumento do combustível pesar no bolso desde o último sábado, 30. Os reajustes anunciados pela Petrobras, na última sexta-feira, 29, são de 4% para a gasolina, e 8% para o diesel. Os preços em algumas regiões da cidade já chegam a R$ 2,958 o litro da gasolina, e R$ 2,498 o do óleo diesel.
O presidente da subsede de Franca do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Marco Antônio Nascimento, disse que os postos de combustíveis devem repassar ao consumidor o mesmo reajuste pago por eles às distribuidoras. “O aumento da gasolina deve ser de 5%, pois temos que levar em conta também o reajuste do álcool anidro”, disse Marco, se referindo ao fato de que a gasolina tem 25% de álcool anidro. Porém, não é de 5% o reajuste observado pela população; os novos preços representam um aumento de quase 6,5% para a gasolina e 8,5% para o diesel.
Marco também relata que os valores das bombas já estão sendo alterados a medida que os postos recebem os produtos das distribuidoras com os preços novos. A previsão do Sincopreto é de que todos os postos reajustem seus preços até amanhã.
A expectativa do proprietário de um dos postos consultados, Paulo Castro, também é de aumento para o preço do etanol. Segundo Castro, a chegada do período da entressafra da cana de açúcar traz aumento de preço. Ele também disse que o transporte da cana e do etanol é feito por caminhões abastecidos de diesel, o que faria o preço do álcool aumentar.
O consumidor Ismael Manthos abasteceu seu carro com gasolina a R$2,958 e sentiu o aumento na hora de pagar a conta. Na opinião de Ismael os impostos sobre o combustível no Brasil são muito altos. Ele defende que o governo deveria diminuir os impostos para o reajuste dos combustíveis não pesar no bolso do cidadão. “Se sobe o diesel, sobe o frete, e sobe o preço dos produtos, pois quase tudo é transportado por rodovia no país”, disse Ismael.
Justificativa
A Petrobras justificou, em nota publicada ontem no portal da Companhia, que os reajustes são necessários para “assegurar que os indicadores de endividamento e alavancagem retornem aos limites estabelecidos”, para “alcançar a convergência dos preços no Brasil com as referências internacionais”, e para “não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico”.
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