Mais um caso de motorista embriagado quase se transformou em tragédia, na avenida Major Elias Mota, na noite da última sexta-feira. O sapateiro Carlos Roberto da Silva, 57, morador do Jardim Palestina, foi preso após atropelar um homem e uma criança. O menino de dois anos de idade é vizinho do aposentado Jerônimo José da Silva, 58, morador do Jardim Brasil, e estava montado em seus ombros quando foi abalroado pelo Chevrolet Monza, verde, modelo 1984, do acusado.
Segundo a Polícia Militar, o carro seguia pela via sentido bairro São Luiz quando atingiu a dupla que saía de um parque de diversões instalado nas proximidades da avenida. “Ele estava de cavalinho em cima de mim. Olhei para um lado e para o outro e como não vinha ninguém, resolvi atravessar. Só percebi quando já estava em muito próximo”, disse o aposentado que sofreu ferimentos nas mãos e na cabeça.
A criança teve um corte profundo em uma das pernas e teve de ser encaminhada pela UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros até a Santa Casa. No hospital, foram feitos curativos e suturas. Mas, na manhã de sábado, o garoto já estava em casa.
Diferentemente de outros condutores francanos, o motorista do Monza parou para prestar socorro e confessou para as autoridades que havia tomado duas latas de cerveja antes de pegar o carro. Ele realizou o exame do bafômetro que apontou 1,13 mg/l de álcool em seu organismo, quantidade quase quatro vezes maior que o determinado pela legislação como crime de trânsito.
Ele recebeu voz de prisão dos policiais militares, que foi ratificada pela delegada Cristina Bueno, no Plantão Policial. Antes de encaminhar o sapateiro para o CDP (Centro de Detenção Provisória), a chefe da polícia judiciária estipulou fiança no valor de R$ 5 mil. Mas como o dinheiro não foi apresentado, o motorista dormiu atrás das grades.
Apesar do susto e de confessar que não dormiu bem de tanto pensar no sofrimento da criança, o aposentado atropelado disse que não guarda mágoa do sapateiro que o atropelou. “A gente está vivo e isso é o mais importante. Falta mais responsabilidade para esses motoristas. Eu tenho carro e também tomo minhas cervejinhas de vez em quando, mas não saio para dirigir. Ele (motorista) é uma boa pessoa e felizmente não aconteceu nada pior”, explicou a vítima.
Morte
Na última quarta-feira, morreu Geraldo Magela de Jesus, de 42 anos. Ele teve as pernas decepadas ao ser atropelado por um motorista que não parou para prestar socorro após atropelá-lo na rodovia João Traficante. Socorrido pelos Bombeiros, ele passou por cirurgia, na Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Seu corpo foi enterrado ainda no feriado de aniversário de Franca, no cemitério Santo Agostinho.
A polícia agora espera a colaboração da população para identificar o veículo e o motorista responsável pelo atropelamento.
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