Ensino será municipalizado em seis anos, diz Alexandre Ferreira


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Em meio à polêmica da utilização de salas de aula de escolas do Estado para abrigar alunos do 1º ano da rede municipal em 2014, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) fez uma revelação: a municipalização do ensino de Franca deverá ocorrer em seis anos, até 2020. “Isso já aconteceu em todas as cidades da nossa região, em grande parte das cidades do porte de Franca e no Estado de São Paulo inteiro, só Franca está para trás”, disse o prefeito em entrevista ao programa Show da Manhã, de Valdes Rodrigues, na rádio Difusora. Ele afirmou que ainda não existe um projeto de municipalização e que o processo dependerá do “governo do Estado e de uma série de coisas”, mas foi categórico ao afirmar que “a municipalização não tem volta”.

O prefeito classifica os professores do Estado, que compareceram à Câmara Municipal na última sessão, como “afoitos” e afirma que eles estão com “medo da municipalização”. O tucano explicou que a utilização das salas se resume à diminuição dos custos com o pagamento de aluguel e a garantia de mais segurança aos alunos que deixarão de ser transportados para outras localidades.

Durante a entrevista, o prefeito afirmou que existem salas de aula do Estado e do município com dez alunos cada. “Seria mais racional a gente juntar isso e fazer uma sala só com 20 alunos”, disse. Segundo Alexandre, como existem salas ociosas em prédios estaduais é mais “razoável” utilizá-las, uma vez que a merenda escolar já é feita pelo município. “Então, nada mais natural que o Estado ceda o espaço para que a gente coloque alunos nossos e professores que já são nossos. Não vai tomar sala de ninguém, não vai municipalizar, não vai tirar professor de sala nenhuma”, garantiu.

‘De calças curtas’
O diretor da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de Franca, Luiz Gonzaga José, alega que o município não se preveniu para atender à demanda de vagas para alunos do 1º ano, oriundos da educação infantil. “A Prefeitura está assumindo salas de aula da rede estadual, mas salas que não são ociosas, salas já ocupadas, que já têm alunos matriculados na primeira série para cursar 2014”, destacou.

Gonzaga disse ainda que juntar alunos das redes municipal e estadual resultará em classes “superlotadas”, o que contraria a lei que permite o número máximo de 25 alunos por sala.

Ele aponta prejuízos: “queda na qualidade do ensino - por excesso de alunos por sala de aula -, e o possível desemprego de pelo menos 80 professores, caso a Prefeitura não os assuma”.

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