O mês de dezembro chegou e com ele os planos para o Natal e Réveillon. Passar o período de festas no litoral é o desejo de muitas pessoas. Muitos se hospedam em hotéis ou pousadas, mas há quem prefira a privacidade de uma casa ou apartamento. De olho neste público, muitos proprietários de imóveis no litoral aproveitam para ganhar um dinheiro extra com aluguel para temporada. Mas antes de fechar negócio, é preciso ter muito cuidado para que o sonho de passar uns dias tranquilamente na praia não se transforme em um grande pesadelo.
Um instrumento muito utilizado por quem vai alugar é a internet. Criam-se sites onde são postadas fotos e detalhes do imóvel. E é exatamente aí que pode morar o perigo, já que a pessoa vai alugar antecipadamente algo que ela não viu fisicamente. Entre os riscos estão o de descobrir que não existe o endereço onde deveria estar o imóvel, ou seja, simplesmente não existe a casa/apartamento ou, ainda, o imóvel não ser exatamente como estava descrito. Mas ao mesmo tempo, a internet também pode ser uma aliada. Procure por informações sobre a pessoa que está alugando. Se tiver algum cliente insatisfeito, com certeza encontrará reclamações postadas em algum site. “A pessoa pode se informar sobre o imóvel pela internet e checar se existe o endereço. Pode descobrir também telefones de comércios próximos para quem possa ligar e pegar informações”, disse Sebastião Ildeu Calheiros, proprietário da Ildeu Imóveis e especialista em locar no litoral. Segundo ele, entre os lugares mais procurados pelos francanos no litoral paulista estão Ubatuba, Guarujá e região de Bertioga. “São pessoas que querem mais liberdade e privacidade para curtir estes dias e a poucos metros da praia.”
Segundo Calheiros, alugar uma casa é ideal para grupos superiores a dez pessoas. Menos que isso, se a ideia for reduzir custos, não compensa pelo preço cobrado. Dependendo do tamanho, o imóvel pode acomodar até 50 pessoas. “Hoje em dia existem casas preparadas para receber grupos de excursão.” No caso dos apartamentos, os grupos são menores, com média de 12 pessoas. Mas antes de fechar negócio, fique atento às regras impostas pelo locatário. É preciso saber por exemplo, se no local aceitam animais e qual a proibição quanto ao som. “A maioria dos prédios, por exemplo, não aceita animais. Quem quiser levar (o bichinho) deve optar por casa. Mas melhor se informar antes para evitar problemas ao chegar ao local.”
Procurar uma imobiliária especializada neste tipo de negócio pode facilitar bastante e ajudar a reduzir riscos. Até porque nestes casos, mesmo para uma curta temporada, são feitos contratos nos quais são especificados todas as obrigações e os direitos do inquilino. Quando chegar ao local, faça a vistoria completa para verificar se todos os cômodos e móveis estão em perfeitas condições de uso, principalmente de armários e colchões. Veja também se há infiltrações ou vazamentos em encanamentos da cozinha e banheiro. Se encontrar problemas, entre em contato com o locatário para registrar. Caso contrário, posteriormente, você poderá ser responsabilizado pelo problema.
Preço
Os valores variam muito dependendo da localização. Se o valor estiver muito abaixo do mercado, é melhor desconfiar. Para se ter uma ideia, um pacote de até dez dias para o período do Réveillon no litoral paulista em um apartamento para dez pessoas pode chegar a R$ 7 mil. Para o mesmo período, em uma casa com capacidade para abrigar 15 pessoas, o valor pode se equiparar. “A procura neste ano está muito boa e já estamos com dificuldade de encontrar imóveis vazios para a primeira semana de janeiro”, disse Calheiros. Em geral, metade do valor é pago na reserva do imóvel e o restante na véspera da viagem. Lembre-se também das taxas que são pagas para faxineiras responsáveis pela limpeza ao fim da temporada.
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