Aécio Neves em Franca: ‘O PT enlameou a ética e os princípios’


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Deputado Duarte Nogueira, senador Aloysio Nunes, presidenciável Aécio Neves, prefeito Alexandre Ferreira e ex-prefeito Sidnei Rocha
Deputado Duarte Nogueira, senador Aloysio Nunes, presidenciável Aécio Neves, prefeito Alexandre Ferreira e ex-prefeito Sidnei Rocha

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e pré-candidato do partido à presidência da República, visitou Franca no fim da tarde de ontem. A agenda de duas horas teve os ingredientes de uma campanha eleitoral: fotos com simpatizantes, entrevistas e críticas contundentes direcionadas ao governo federal. “Nós precisamos encerrar este ciclo de governo do PT em benefício não do PSDB, mas em benefício do Brasil e da própria democracia”, afirmou.

Aécio veio acompanhado de uma comitiva de tucanos graúdos. Estavam com ele o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira; o presidente estadual da legenda, deputado federal Duarte Nogueira; e o deputado estadual Welson Gasparini. Foram recepcionados no aeroporto pelo prefeito Alexandre Ferreira e pelo deputado federal Marco Ubiali (PSB).

O primeiro compromisso do grupo foi uma visita à sede do GCN. Aécio conheceu a redação e foi recebido pelo jornalista Corrêa Neves Júnior para um café na Sala Horizonte. “Tenho percorrido o País e percebido um sentimento de cansaço com o que está aí. O aprendizado do PT no governo está caro ao Brasil. Teremos de ter a capacidade de mostrar que somos uma alternativa de mudança consistente e responsável.”

A visita de Aécio a Franca, a primeira de um eventual candidato à presidência em 2014, foi encerrada com um ato político no hotel Dan Inn. Vereadores, prefeitos e tucanos de toda a região vieram à cidade ouvir o líder nacional da legenda, entre eles, o deputado federal por Passos (MG), Renato Andrade. Os discursos foram curtos e ácidos. Tiveram o PT como alvo. “O Brasil precisa de você, Aécio, porque ninguém aguenta mais este pessoal do PT. Roubaram aqui, roubam aonde vão, assaltam os cofres públicos e levam o povo na conversa”, afirmou o ex-prefeito Sidnei Rocha. “A corda firme que o Fernando Henrique Cardoso colocou como esteio do País, hoje, está desfiada. Está desfiada porque veio a inflação, porque aumentou a corrupção, porque há o uso do Estado para atacar os adversários com dossiês fajutos, principalmente, antes das eleições, mas a verdade virá à tona”, completou Duarte Nogueira.

Em seguida, foi a vez de Aloysio Nunes falar. O tom do discurso foi o mesmo adotado por Sidnei Rocha. “Há um sentimento, que é real e profundo, para a mudança. Ninguém aguenta mais esta ‘petezada’ no governo.”

Aécio Neves discursou por cerca de 20 minutos. Criticou o descontrole da inflação, o baixo nível de crescimento e a transformação do País em um “grande cemitério de obras inacabadas”. Disse que a responsabilidade do PSDB será com o Brasil. “Está na hora de colocarmos duas coisas que estão em falta no governo do PT, se é que em algum momento elas existiram: ética e eficiência na gestão pública.”

O pré-candidato disse que está otimista na vitória e que os eleitores vão saber fazer a escolha certa. Para ele, o Estado de São Paulo poderá decidir as eleições. “Em determinado momento, o Brasil inteiro vai ouvir o que nós temos a dizer. Não temos receio do debate em nenhum campo. Mas eu quero ir para o debate da ética, dos valores e dos princípios que o governo do PT enlameou neste Brasil. Não somos iguais a eles.”

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