O lavrador Francisco Oliveira da Silva, 52, foi assassinado com 17 facadas, e o corpo foi abandonado em uma rua de terra do assentamento Boa Sorte, em Restinga. Segundo a Polícia Civil, o cadáver foi encontrado por populares na manhã de quarta-feira, caído a cerca de 500 metros de um bar onde fora visto pela última vez, na noite anterior. De acordo com testemunhas, o lavrador se envolveu em uma briga e saiu do local dizendo que iria matar seu oponente.
Chico, como era conhecido pelos moradores do assentamento do MST (Movimento dos Sem Terra) e MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) residia há 13 anos no local com a sua mulher e três enteados. Ele foi definido por amigos e familiares como um homem simples e muito honesto. Entretanto, sob o efeito de álcool, diziam, seu temperamento mudava.
“Ele ficava vários meses sem vir aqui, mas quando tinha algum problema, bebia muito e arrumava confusão. Esta noite (anteontem) ele bebeu uma caixa de cerveja mais ou menos. Provocou várias vezes um rapaz que estava por aqui até ele perder a paciência. Chegaram a trocar socos, mas depois o rapaz saiu e ele foi atrás dizendo que iria matá-lo”, explicou o proprietário do estabelecimento João Maria Lopes de Oliveira, 60, o João Gordo.
A Polícia Civil investiga o caso e o principal suspeito, conhecido vulgarmente como “Kid”, foi levado ontem para o Distrito. Na presença do delegado Eduardo Bonfim, ele confirmou a briga, mas negou ter matado Francisco. Ele disse que assim que saiu do bar, foi diretamente para casa dormir. A versão foi confirmada por sua mulher.
Como nenhuma prova contra o suspeito acabou sendo encontrada, ele foi ouvido e liberado. Durante parte da manhã e toda a tarde, a Polícia Militar realizou buscas a procura do objeto cortante que matou o lavrador. De acordo com a cunhada da vítima, seu rosto foi dilacerado por um corte que começou na boca e terminou na orelha direita. O pescoço também foi atingido e tinha um profundo ferimento de lado a lado. Os demais golpes acertaram sua barriga, o peito e as costas.
Após o comparecimento da perícia técnica do IC (Instituto de Criminalística), o corpo de Francisco foi transportado para o IML (Instituto Médico Legal) de Franca onde exames foram realizados. Mais tarde, por volta das 13 horas, ele foi liberado para a família. Natural do Estado do Ceará, o corpo de Chico foi velado em Restinga e seria sepultado no cemitério municipal da mesma cidade.
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