Nos últimos dias o Brasil tem acompanhado uma ladainha, depois que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, determinou o cumprimento da prisão dos primeiros mensaleiros condenados, entre eles os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, Marcos Valério. Os quatro são considerados os principais nomes no esquema de desvio de dinheiro para abastecer cofres e bolsos de partidos aliados no Congresso Nacional. Muitas vezes de forma virulenta, desde a condenação dos responsáveis pelo maior esquema de desvio de dinheiro envolvendo partidos políticos na história da República brasileira, uma série de manifestações busca reduzir à mera perseguição um verdadeiro crime perpetrado por uma quadrilha (como a Procuradoria da República denominou na peça acusatória) que imaginava contar, certamente, com a impunidade.
Desde a sua fundação, este jornal sempre buscou estar ao lado da Lei e da Justiça. Por isso, não pode se calar diante da verdadeira campanha de contrainformação dos últimos tempos. É bom que se diga que, ao contrário do que defendem os ‘companheiros’ dos petistas condenados e presos, não é por causa de um passado dito limpo que um condenado deve ser eximido de cumprir a pena determinada pela Corte Suprema do País em razão de crime grave. A sentença do STF é soberana e tem que ser cumprida.
A romaria que os três petistas presos (e apenas eles) levaram ao presídio da Papuda lembrou outra, ao mesmo local e reunindo praticamente os mesmos personagens, quando estava preso o terrorista italiano Cesare Battisti, condenado em seu país por assassinato. Ele acabou ganhando “status” de perseguido político e conseguiu asilo no Brasil, um presente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos últimos dias de seu segundo mandato. Agora o mesmo acontece com José Genoino, que era presidente do PT na época do mensalão e assinou os empréstimos fraudulentos para abastecer o esquema.
Porém, a junta médica, do mais alto gabarito, formada para avaliar seu estado, acaba com a festa: ao contrário do que os seus “companheiros” dizem (aí incluído o vereador francano Márcio do Flórida), o problema cardíaco do deputado licenciado não é tão grave como se apregoa para que ele necessite cumprir sua pena no conforto do lar. Com medicação e sem excessos, Genoino pode ficar em regime semiaberto. A decisão, agora, deve partir do presidente do Supremo, para quem foram enviados os laudos médicos. Clamar pela saúde de Genoino como se a prisão lhe trouxesse riscos à vida é mais uma das assertivas que não cabem, assim como a tese da perseguição política. Afinal, a maioria dos ministros do Supremo foi indicada pelos governos do PT nos últimos 12 anos. Diante da postura firme do ministro Joaquim Barbosa, e como contra fatos não há argumentos, o melhor a fazer, da parte dos petistas, é reconhecer que gritos não irão reverter a sentença do STF. As penas serão cumpridas, assim como ocorre com qualquer preso condenado no Brasil. E desde que não tenha fugido para a Itália, claro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.