Mais da metade dos consumidores de Franca tem dívida


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Cartão de crédito, carnê, cheque pré-datado, prestação do carro, empréstimo. Não importa a forma. Em outubro, 55,7% dos consumidores de Franca admitiram que possuem algum tipo de dívida. A maior das pessoas que parcelam o pagamento das compras consegue saldar o compromisso em dia, mas o índice de inadimplentes vem crescendo e preocupa os comerciantes. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Uni-Facef em parceria com a Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Os pesquisadores ouviram 1.308 consumidores em potencial com o objetivo de avaliar a confiança real em relação a compras a serem realizadas. Os compradores estão mais otimistas do que em 2012, mas também estão mais endividado. Em setembro, 52,2% dos entrevistados tinham alguma dívida. O percentual de devedores subiu para 55,7% no mês seguinte. “São pessoas que usam cartões de crédito e carnês de loja, entre outros meios de pagamento, para o seu consumo e que têm as contas sob controle. O crescimento do índice é comum neste período de festividades de fim de ano”, disse Melissa Franchini Cavalcante Bandos, coordenadora do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef.

O dado que preocupa e deixa os comerciantes em alerta se refere aos devedores de fato. Entre os consumidores pesquisados, 17,7% se consideraram impossibilitados de arcar com os débitos em dia. Em setembro, o percentual de pessoas com dívida em atraso era de 13,8%. Por fim, 2,1% dos consumidores afirmaram que não terão nenhum condição de honrar seus compromissos. O Uni-Facef afirma que o aumento do número de pessoas com contas em atraso e inadimplentes deve ser encarado como um alerta ao setor de varejo.

A principal fonte de dívidas dos francanos é o cartão de crédito, com uma participação de 67%. Em seguida, aparecem os carnês com 45,5%, financiamentos de carro, 17,6%, financiamentos de casa, 7,1% e cheque especial, 6,77%. A maioria das contas se concentra num intervalo de até três meses.

A média da renda do consumidor comprometida com dívidas foi de 32,3% em outubro. 24,6% disseram que comprometem até a metade do salário, enquanto 20% disseram que as contas ultrapassam a metade do valor que ganham.

Os pesquisadores recomendam que é preciso equilíbrio para não começar o ano atolado em dívidas. “A facilidade do crédito é grande, mas a pessoa precisa ter consciência na hora do uso. O momento é propício ao aumento do consumo, as pessoas querem comprar, mas é precisar colocar os pés no chão e não contrair dívidas que não terão condições de pagar”, recomendou Melissa Franchini.

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