O Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca anunciou ontem a elucidação da morte do ex-interno da Fundação Casa Lucas Nascimento Santos, 17, ocorrida na noite do dia 19 de novembro em frente à praça do Jardim Ângela Rosa. Três membros de uma mesma família da zona Sul são acusados de envolvimento no assassinato. O grau de parentesco do trio, que teria fugido para Minas Gerais, não foi revelado.
“Ouvimos parentes das vítimas, conseguimos arrolar testemunhas e chegar aos nomes dos envolvidos, todos de uma única família”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, adjunto da DIG, que trabalhou no caso ao lado dos investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares. Na sexta-feira, o delegado solicitou da Justiça os mandados de prisões. A polícia procura os acusados, que estariam foragidos desde o dia do crime.
O jovem teria sido morto em razão de uma desavença iniciada durante um show de pagode no Parque Universitário realizado no início do mês. “Ele foi impedido de entrar por ser menor de idade. Houve discussão e ameaças de ambos os lados, envolvendo a vítima e um dos parentes”, lembrou Murari.
No fim de semana anterior ao crime, ocorreu um segundo encontro casual entre Lucas e um dos envolvidos. Novas ameaças entre as partes acabaram levando à morte, registrado na noite do último dia 19.
Lucas Santos estava na lanchonete do irmão, em frente à praça, quando os parentes chegaram em um carro. Um desceu, atirou e atingiu o jovem. Ferido, ele tentou fugir a pé. Os autores o perseguiram com o veículo por cerca de 50 metros e atiraram outras vezes. Quando o corpo caiu na calçada, os acusados fugiram.
Com quatro perfurações no tórax, Lucas, que residia no próprio Ângela Rosa, foi socorrido, mas não resistiu e morreu na Santa Casa quando recebia os primeiros atendimentos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.