Permanecer na presença do Senhor
‘Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus’ (Rm 8:1).
Todos os acusadores da mulher pega em adultério foram embora, ficando apenas Jesus e a mulher. Em João 8:10 lemos:
‘Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?’ Essas pessoas haviam encontrado a luz do mundo, viram sua situação e foram embora, por isso a mulher respondeu: ‘Ninguém, Senhor!’ (v.11ª). Nessas palavras tão simples, podemos ver que ela aceitou a luz do mundo e também foi iluminada: ela reconheceu que era pecadora, porém não fugiu; antes permaneceu na presença do Senhor. Há pessoas que pecam, fogem. O pecado, então, permanece nelas. Mas essa mulher não foi embora. O senhor fez a pergunta: ‘Ninguém te condenou?’ Em outras palavras, ela cometera pecado e deveria ser condenado. Mas a questão era: quem seria o primeiro a condená-la? Quem estava qualificado para fazê-lo? Um pecador não pode condenar outro pecador.
Eles viram a luz, mas não confessaram seus pecados, viram a luz, mas, por causa das trevas, não a receberam porque suas obras eram más. Por isso a mulher respondeu ‘Ninguém, Senhor!’ A mulher sabia que era pecadora e confessou que era, mas ninguém a condenou, porque os que a acusavam foram iluminados, viram que eram pecadores e não estavam qualificados para julgá-la e, por isso, preferiram ir embora. A mulher, porém, viu a luz, viu que era pecadora, que merecia a condenação e esperava que o Senhor a condenasse. Antes desse episódio, ela nem conhecia Jesus, mas agora Ele se tornara seu Senhor. As demais pessoas estavam ali por causa da festa, mas certamente, ela não, pois sabia da própria condição. Louvado seja o Senhor, pois ela foi levada até Ele.
Quando a luz do mundo chegou a esses escribas e fariseus e eles viram suas condições, não mais podiam condená-la, porque eles próprios eram pecadores. Por isso ela disse: ‘Ninguém, Senhor! Agora ela confessara Jesus como Senhor e esperava a condenação por parte Dele, porque pecara, e sabia que o pecado merecia condenação. Ela deveria ser condenada e esperava que o Senhor fizesse isso. Mas Jesus lhe disse: ‘Nem eu tampouco te condeno’(v.11). Aleluia!
O Senhor é amoroso e manso; era como se ele dissesse: ‘Eu não a condeno porque você foi iluminada, recebeu a luz do mundo, viu sua condição pecaminosa e confessou seu pecado, esperando pela condenação. Porém, uma vez que já confessou o pecado e os outros não a condenaram, nem Eu a condeno’.
O Senhor já tomou nosso lugar quando foi crucificado e morreu na Cruz. Ele tomou sobre Si nossos pecados, que foram lavados com seu precioso sangue, por isso já não estamos mais debaixo de nenhuma condenação. Quando o Senhor disse a ela: ‘Nem eu tampouco te condeno’, essa mulher pecadora não viu somente a luz do mundo, mas também a luz da vida. Podemos afirmar isso, pois ela confessou que Jesus era seu Senhor, e, além disso, tornou-se uma seguidora sua, pois havia recebido a luz da vida. Louvado seja o Senhor!
Depois que recebeu a luz da vida, a mulher, que antes deveria ser condenada, se tornou uma seguidora do Senhor, porque em seguida lemos: ‘De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida’. (v. 12). Quando vamos ao Senhor e ele nos ilumina, devemos arrepender-nos e permanecer com ele, seguindo-o, a fim de não andar nas trevas, e sim na luz da vida.
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