Certos temas mostram face cruel da humanidade: é o caso do garoto Joaquim Ponte Marques, de três anos, estupidamente assassinado por quem, teoricamente, deveria protegê-lo e encaminhá-lo na vida. É impossível ver seu semblante sereno e sorriso espontâneo sem emocionar-se. E é impossível, também, conter a indignação com a maldade praticada contra ele.
Fico feliz quando vejo Ribeirão Preto se destacando por aspectos positivos, mas, por outro lado, me entristeço com o destaque negativo ensejado pela barbárie praticada, tudo indica, pelo padrasto e conivência da própria mãe, que assumiu tal risco ao se casar com um dependente de drogas.
Tudo isso me leva a insistir numa tese da qual tanto tenho me ocupado nos últimos tempos: a importância da difusão de valores éticos e morais; do valor de uma família bem constituída e, sobretudo, da força dos bons exemplos, dentro e fora dos lares. Pessoas que praticam tal tipo de atrocidade são destituídas de valores morais; não amam nem a Deus, nem ao próximo e nem a si mesmas!
Fico pensando no sofrimento do pai biológico desse menino e dos seus avós, para os quais ele era tudo de bom; na vida que ele poderia viver como profissional ou pai de família; nos apelidos que poderia receber ou nas alegrias e tristezas que poderia ter. Conforme li em artigo do jornalista Guto Silveira (ele também vítima do infortúnio da perda de um filho ainda em tenra idade), ‘a perda de um filho não muda momentos da vida. A modifica por inteiro’. É uma dor, conforme constatou o próprio articulista, que diminui com o tempo, mas jamais desaparece... Ao jogar o corpo de Joaquim no rio Pardo, seu algoz jogou fora o futuro que ele poderia ter e esse, sem duvida, é crime imperdoável!
Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto
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