Seja no cenário de ficção científica ou como uma simples companhia de astronautas ou mesmo solitários no espaço, os robôs são uma das espécies que têm evoluído com rapidez em nosso planeta. Antes apenas imagens ilustravam o assunto, hoje as criações já são realidade e estão por toda parte.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um garoto de 12 anos criou um robô que entrega lanches e resolveu o pequeno problema daqueles que sentem preguiça de se levantar do sofá para buscar comida na cozinha. No Japão, um fabricante de sistemas automatizados apresentou recentemente um robô coletor que trabalha à noite e é capaz de recolher apenas morangos maduros.
O Brasil não está de fora da lista e também tem contribuído com diversas criações para os novos rumos da tecnologia. Em Franca, também temos “fabricação” na área. Em proporções menores, é claro. Mas prova disso é o projeto desenvolvido pelo francano Felipe Otávio Angelini, aluno do 4º ano do curso de ciência da computação da Unifran (Universidade de Franca). Orientado pelo professor Ely Prado, o jovem desenvolveu em oito meses, como trabalho de conclusão de curso, um robô que é controlado por um aplicativo de plataforma android, sistema operacional para dispositivos móveis.
Para fazer a função de “cérebro”, um smartphone com o aplicativo criado foi acoplado ao protótipo. Assim, utilizando as técnicas de visão computacional, o robô enxerga o mesmo que nós através da câmera do celular e é capaz de se locomover em espaços desconhecidos e até mesmo localizar objetos pré-definidos. “Ele pode trabalhar sem problema algum em locais inóspitos. Robôs desta espécie têm sido criados para exploração espacial ou mesmo para o desarmamento de bombas, porém utilizando recursos que dão a eles uma precisão incomparável”, disse o autor do projeto.
O projeto
O desenvolvimento do protótipo gerou algumas preocupações, entre elas o baixo custo. Este foi o motivo, segundo Felipe, do smartphone ter sido escolhido para “comandar” o robô. “Gosto de robótica e, conversando com o professor, chegamos à conclusão de trabalhar com visão computacional pelo baixo custo que o projeto teria. Apesar de utilizarmos quase todas as peças importadas, gastei R$ 200 mais um smartphone que hoje encontramos por até R$ 300.”
A apresentação do trabalho aconteceu no mês passado e o projeto foi aprovado com louvor. Felipe tem ideia de melhorá-lo, mas segundo o professor e orientador, Ely Prado, “a ideia não é fazer um produto a partir disso e sim adquirir conhecimento”.
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