Franca aderiu ao programa São Paulo Solidário, do governo estadual, e está, desde o dia 12 de novembro, realizando um trabalho de busca ativa de famílias que vivem em situação de extrema pobreza no município. O estudo tem como objetivo atrair aquelas pessoas que ainda não foram enquadradas nos programas sociais por algum motivo.
Perto de 10.700 famílias, apontadas pelo Censo 2010, serão visitadas por pesquisadores sociais em todas as regiões da cidade. Durante as visitas, os pesquisadores perguntam sobre o total de moradores da casa, renda familiar, se as crianças estão na escola, entre outras. A previsão é de que até o dia 21 de dezembro todas as visitas tenham sido concluídas.
Segundo a secretária municipal de Ação Social, Gislaine Peres, as visitas terão início nas regiões com mais vulnerabilidade social. “Começamos pelas regiões norte e sul, mas sabemos que também há famílias necessitadas nas demais regiões. Então vamos percorrer toda a cidade. É muito importante que a família receba os entrevistadores que estão devidamente credenciados, assim conseguiremos realizar 100% das visitas no prazo que nos foi dado, de 50 dias”.
Ao encerrar esta primeira etapa da busca ativa, com base nos questionários preenchidos, os dados serão compilados e tabelados, resultando assim no Retrato Social das famílias e do município. “A medida que vamos descarregando as pesquisas,os dados serão compilados pelo Estado que vai fazendo um diagnóstico das condições de vida da população. Este retrato vai verificar todas as privações da comunidade local”, disse a secretária.
A partir daí as famílias serão convidadas a assinar a Agenda da Família Paulista. Esta é a terceira etapa do processo e consiste em incorporar e acompanhar as famílias que ainda não fazem parte dos programas sociais municipais, estaduais e até mesmo federais.
Família
Elias Silveira de Oliveira está há oito anos em Franca. Atualmente, vive com a família composta por oito pessoas em uma casa de quatro cômodos. Lidar com as despesas tem sido uma das tarefas mais difíceis. “Vivemos com o benefício do meu irmão que é doente e com R$ 32 do Bolsa Família. Tudo que tenho aqui foi de doação, porque estou desempregado e não consigo emprego. O que temos de renda é a conta de pagar o aluguel, água e luz. Tenho me virado como posso, mas não tem sido fácil”.
Segundo Elias, a família recebeu durante algum tempo ajuda da Secretaria de Ação Social, mas há cerca de seis meses o benefício foi cortado. “Ajudaram a gente por algum tempo com gás e cesta básica só que parou e eu não sei o porquê”. Os pesquisadores ainda não visitaram a casa de Elias, que espera ser enquadrado no programa. “Não sabia desse programa, mas tomara que passem aqui para saber da nossa realidade. Toda ajuda é bem vinda”.
Programa
O São Paulo Solidário teve início no ano passado, com os 97 municípios paulistas de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado. O porte de Franca fez com que o município ficasse para a última etapa, juntamente com os municípios que possuem mais de 200 mil habitantes.
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