Plantaram pimenteira no meu peito
De saudade que queima
De vontade que arde
E chega até a pingar os olhos
Culpa da malvada malagueta
Que de grão em grão
Acende a labareda
Perdida ali no meio, dedo de moça
Quer só um dedo de prosa
Então proseia
Para que em prosa e verso entenda
O sabor desse tempero
Júlia Moscardini, professora e mestranda em Estudos Literários
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