As polícias de São Paulo, Minas Gerais e Goiás realizaram operações simultâneas, ontem, com o objetivo de combater furtos e roubos de veículos. A blitz, denominada “Divisas Seguras”, foi deflagrada em cidades próximas à fronteiras dos estados, por serem um corredor de desova. Em Franca, foram vistoriados dez desmanches. Os policiais apreenderam um carro, dois motores e dois câmbios. Seis pessoas foram qualificadas por exercício ilegal da profissão.
Nos dez primeiros meses do ano, 743 veículos foram furtados das ruas de Franca. No mesmo período, também foram registrados 83 roubos. Segundo a polícia, os carros, motos e caminhonetes levados pelos ladrões são desmanchados e as peças revendidas.
A operação Divisas Seguranças é uma aposta para tentar conter a ação dos criminosos. A fiscalização é coordenada pelas equipes de inteligência formadas por integrantes das forças de segurança dos Estados. “Os sistemas de inteligência estão integrados, não só em relação a furtos e roubos de veículos, mas também ao tráfico de entorpecentes e demais crimes. Trocamos informações e traçamos estratégias conjuntas para chegar aos criminosos”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli, chefe do Cinpol (Centro de Inteligência da Polícia Civil).
A ofensiva realizada em Franca contou com a participação de 24 viaturas e 73 homens das Polícias Civil e Militar. O foco principal foram os desmanches. Os policiais checaram o alvará de funcionamento, a procedência das peças e a movimentação financeira dos estabelecimentos. “Apreendemos um Gol com sinais aparentes de adulteração, além de motores e câmbios de procedência duvidosa. Seis comerciantes não apresentaram o alvará de funcionamento”, completou.
Entre chassis, câmbios e motores, foram vistoriadas 57 peças. O delegado Radaeli disse que encontrar algo furtado nestes locais é como procurar agulha e palheiro. O policial defendeu o fim dos desmanches como forma de garantir o direito dos consumidores e inibir os casos de furto de veículos. “Todos, para mim, deveriam ser fechados. É um crime contra a economia popular, pois não temos a garantia de que as peças estão em condições de segurança. Não há facilidade em fiscalizar. Há milhares de peças que não temos como identificar se são furtadas ou não”, comentou.
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