Desde o primeiro contato com o público, além da excelência no atendimento, médicos e profissionais da área de saúde têm uma missão filantrópica que supera qualquer interesse financeiro ou pessoal: é a necessidade inegociável de servir à comunidade e ser útil para ao desenvolvimento humano.
Nós somos pessoas diretamente ligadas ao ser humano.
Valemos pela vida humana, e essa preciosa dádiva nos é concedida a todo o momento.
Com essa incumbência, o Funef (Hospital São Vicente), de Curitiba (PR), assiste, por exemplo, ao Pequeno Cotolengo e ao Asilo São Vicente de Paula, sem deixar de lado o Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as suas complexidades: baixas, médias e altas.
Por isso, buscamos evolução constante em prol de acreditação internacional.
Apesar disso, para alguns, parece que o trabalho filantrópico não possibilita ao profissional da área de saúde, uma evolução financeira.
É um grande engano: no caso do Hospital São Vicente, o profissional é constantemente capacitado para a excelência na formação científica e cultural.
Na verdade, o problema consiste na dificuldade de incutir em todos os nossos colaboradores, especialmente nos que têm formação superior, nossas inegociáveis visão e missão de comprometer-se em ajudar ao próximo.
Por esse motivo, a missão de diretores e administradores de nossa instituição é transmitir estes valores, cuidando para que passem, efetivamente, de geração em geração.
Entendemos que as atividades filantrópicas deveriam existir em todas as esferas governamentais, com administração correta e aplicação adequada de superávits operacionais.
Marcial Carlos Ribeiro
Médico, superintendente da Funef (Hospitais São Vicente), de Curitiba (PR)
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