IBGE: 450 gringos fazem parte da população de Franca; confira


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O publicitário argentino Gonzalo Emmanoel Slourencio, 28, mora em Franca há três anos e não pretende deixar a cidade
O publicitário argentino Gonzalo Emmanoel Slourencio, 28, mora em Franca há três anos e não pretende deixar a cidade

Ingleses, italianos, espanhóis, portugueses, peruanos, chilenos e argentinos. Apesar de a presença deles parecer imperceptível em Franca, levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que na cidade há 293 estrangeiros. O número, do Censo 2010, coloca Franca entre as 60 cidades do Estado de São Paulo com mais imigrantes. No município, moram ainda outros 164 cidadãos de outros países naturalizados brasileiros.

Em primeiro lugar no ranking paulista da população estrangeira, fora a capital, está a cidade de Santos, no litoral, com quase 7 mil moradores vindos do exterior (veja quadro nesta página). Em todo o Estado de São Paulo, são 205.505 imigrantes. Já no Brasil inteiro, os estrangeiros - não naturalizados - são 431.319.

De acordo com os números da pesquisa do IBGE, a maioria entre os estrangeiros residentes em Franca é formada pelas mulheres - elas são 151 contra 142 imigrantes do sexo masculino. Já entre os naturalizados brasileiros, ocorre o inverso. O total de homens (150) é o dobro de mulheres. O Censo não revela a nacionalidade das pessoas que trocaram o seu país de origem para viver e morar em Franca.

Motivação
Para a professora acadêmica da escola de idiomas CCBEU, Márcia Ferreira, é comum estrangeiros adotarem Franca para morar, motivados principalmente por alguma relação de amizade ou amorosa.

“Sempre estamos em busca de um falante nato para trabalhar conosco, então, quando um estrangeiro passa a morar na cidade, seja ele americano ou de qualquer outra etnia que tenha domínio da língua inglesa, ele vem nos procurar. Em 39 anos de escola, foram vários candidatos, alguns até mesmo sem formação”, disse a professora.

‘Francano’
Natural da Argentina, o publicitário Gonzalo Emmanoel Slourencio, 28, mora em Franca há três anos e não pretende mais deixar a cidade. Ele veio para o Brasil após uma passagem pela Espanha, onde chegou a morar em Madri. “Vim para cá fazer faculdade e aprender português. Tinha um conhecido na cidade que me convidou e eu aceitei”, disse o jovem que trabalha hoje em um escritório.

Segundo Gonzalo, foi justamente a colocação no mercado de trabalho a maior dificuldade que enfrentou ao se estabelecer em Franca. “Não conseguia arrumar emprego pelo fato de ser estrangeiro. As empresas não se abrem para imigrantes”, afirmou o argentino.

Mesmo com a dificuldade de conseguir um emprego e as barreiras da língua, o argentino resolveu ficar e fixar residência na cidade. “Franca é uma cidade hospitaleira e segura. Gosto do clima e das pessoas. Me sinto bem aqui e não quero voltar. Já me sinto francano”, revelou Gonzalo.

O jovem viaja ao menos duas vezes ao ano para visitar a família na Argentina. “Vou quando junto dinheiro e tenho tempo disponível.”

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