O professor Marcial Inácio da Silva, 47, continuará liderando o Partido dos Trabalhadores em Franca por mais quatro anos. Ele foi reeleito sem surpresas na eleição interna realizada domingo e conseguiu fazer a maioria dos integrantes do diretório municipal. O resultado fortalece a candidatura do vereador petista Márcio do Flórida a deputado estadual.
Atual presidente, Marcial obteve 125 votos contra 82 do ex-vereador Paulo Afonso Ribeiro. Terá o desafio de preparar o partido para as eleições de 2014 e de 2016. O partido tem assistido ao rival PSDB dominar as últimas votações em Franca, tanto nas eleições locais quanto nas nacionais. A legenda que governou a cidade por oito anos, hoje, tem apenas um representante na Câmara. “Constituímos uma nova maioria no diretório pelo voto direto. Isso é muito importante. Quem saiu vitorioso vai dar as diretrizes políticas pelos próximos quatro anos. A ideia é abrir mais o PT e intensificar o diálogo com setores médios da sociedade para ampliar o nosso espaço de influência”, disse Marcial.
A prioridade do diretório em 2014 será organizar na cidade as campanhas da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição, e a do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo do Estado. A tentativa de conseguir eleger pela primeira vez um deputado por Franca ficará em segundo plano.
Mesmo assim, em agosto, o PT realizou um processo interno para receber inscrições de interessados em disputar as eleições do ano que vem. Membro do grupo que apoiou Marcial, o vereador Márcio do Flórida foi o único a colocar o nome à disposição. Com o resultado de votação de domingo, sua eventual candidatura ganha força. “Não temos como vetar outros nomes, mas o Márcio sai com grande vantagem, pois é uma candidatura respaldada pela nova maioria constituída. Tivemos 61% dos votos. Com isso, toda a construção do PT passará por essa maioria.”
Em princípio, o partido trabalha com a possibilidade de não lançar candidato a deputado federal. Sem um nome de expressão com a possibilidade de atingir cerca de 80 mil votos - estimativa de linha de corte para garantir uma cadeira -, o diretório local deverá fazer composições com candidaturas regionais. “Ter chapa só para marcar posição não é adequado. Você tem que ter candidatura para poder se eleger”, concluiu Marcial.
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