Nossos nomes não foram gravados em árvores, paredes ou cadernos
só no vento, no fogo, nas flores...
em tudo que era efêmero
E nós, como ficamos?
Como ficam todas as coisas terminadas
cada um com seu lume no canto da sala
Até que um sopro rápido e gelado
quebre o diálogo hesitante
findando tudo num só instante
Foi o destino que puxou o fio fundamental
da nossa história
Era tão bela, uma costura meticulosa
com suas tramas ordenadas
foi então desfeita sem demora
a obra unida e harmoniosa
Agora o que resta
é pegar um fio do emaranhado
e cada um sem pressa
recomeçar o seu bordado
Lydia Rodrigues, estudante de jornalismo da Unesp
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