Sacrifício de cavalo na corrida hípica gera revolta na internet


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Integrantes do Clube Hípico de Claraval em volta ao cavalo que foi sacrificado após fraturar pata
Integrantes do Clube Hípico de Claraval em volta ao cavalo que foi sacrificado após fraturar pata

Além de perder o título das Corridas Hípicas para Ribeirão Corrente, no último domingo, o time de Claraval perdeu Apolo. Avaliado em R$ 50 mil, o cavalo quebrou o osso da pata dianteira esquerda durante a prova de agilidade. Com fratura exposta, o animal foi sacrificado com uma injeção letal no mesmo dia.

A atitude do Clube Hípico de Claraval e a maneira com que o incidente foi tratado pela Liga de Corridas Hípicas Regionais (LCHR) despertaram a fúria dos defensores dos animais que, usando as redes sociais, registraram sua revolta com o caso.

A polêmica começou com a maneira com que o animal foi retirado da pista do Clube Hípico Areia, em Cristais Paulista. De acordo com testemunhas, os membros de Claraval amarraram Apolo pelo pescoço em uma caminhonete e o arrastaram lentamente até um local onde um desnível possibilitou que o animal fosse colocado na caçamba do veículo.

Segundo João Miareli, dono de Apolo, os veterinários decidiram abatê-lo, a caminho da Unifran. “Mesmo com anestesia, estava sofrendo”, comentou.

Ivan Cunha, diretor jurídico da LCHR e presidente da Ordem dos Advogados (OAB) de Franca, lamentou o sacrifício de Apolo, mas destacou que a decisão de abater ou não o animal não é de responsabilidade da Liga.

Os defensores dos animais alegam que todo o procedimento foi feito de maneira “equivocada”. “Eles deveriam investir para melhorar a segurança dos animais para evitar, por exemplo, que animais sejam amarrados pelo pescoço e puxados pelo chão”, disse Adoniran Thomaz, o “Dino Adestrador”.

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