Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araraquara, desenvolveram um material à base de óxido de estanho (SnO) com capacidade de detectar dióxido de nitrogênio (NO2) muito maior do que os sensores químicos já usados para identificar esse tipo de gás altamente tóxico, formado nas reações de combustão dos motores dos veículos. A notícia, divulgada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), teve grande impacto esta semana no setor de nanotecnologia, uma área de ponta da ciência, e consolida importante intercâmbio entre pesquisadores paulistas com colegas americanos do Massachusetts Institute of Technology, o famoso MIT. Esse é apenas um exemplo da força da pesquisa científica desenvolvida no Estado e denota a importância dos vários polos no Interior Paulista formados especialmente pelas três universidades públicas estaduais.
Devido aos resultados “excepcionais” apresentados pelo novo material, o professor Harry Tuller, do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais do MIT, concluiu que o sensor deveria ser patenteado e solicitou que o escritório de propriedade intelectual da universidade norte-americana se encarregasse de fazer isso. O mesmo deverá ocorrer no Brasil por meio da Agência Unesp de Inovação. “Mais do que apenas uma observação científica interessante, tornou-se claro para nós que o material desenvolvido durante esse trabalho colaborativo poderia se tornar um divisor de águas na tecnologia de sensor”, disse Tuller. “No MIT, somos incentivados a solicitar patentes de projetos como esse, porque isso serve para sensibilizar cientistas e engenheiros da instituição a pensar em como um desenvolvimento pode ter impactos na sociedade e para chamar a atenção da indústria para esses novos conceitos tecnológicos que podem passar despercebidos porque não leem ou não compreendem a literatura científica”, disse ainda o pesquisador americano.
Habitação: As políticas públicas de habitação popular vigentes no Estado, incluindo os três níveis de governo (União, Estado e municípios), serão tema de audiência pública dia 13, das 9h às 13h, no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa. O encontro tem como objetivo discutir, além das realizações governamentais implementadas em 2013, as previsões orçamentárias, principais programas e projetos e as metas da habitação popular para 2014. A audiência é aguardada sobretudo pelos movimentos de moradia de São Paulo.
Nada doce: Um incêndio em Santa Adélia causou um dos maiores danos ambientais do Interior Paulista quando um galpão no porto seco com cerca de 30 mil toneladas de açúcar pegou fogo no dia 25 de outubro. A alta temperatura derreteu o produto, formando uma espécie de “cachoeira de caramelo”, que escorreu de forma intermitente para o rio São Domingos, provocando a morte de milhares de peixes e outras espécies. O rio Turvo também foi atingido. É o segundo caso de incêndio em galpões de açúcar no Estado no mês passado. No dia 18, seis armazéns no porto de Santos pegaram fogo e 180 mil toneladas de açúcar bruto foram derretidos. O produto caiu no mar e causou a morte a milhares de peixes e outras espécies marinhas no canal do estuário entre Santos e Guarujá.
Áreas de risco: Vêm aí as chuvas de verão. O Laboratório de Riscos Ambientais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) mapeou áreas de alto e muito alto risco a deslizamentos e inundações em 16 municípios: Capivari, Cosmópolis, Indaiatuba, Mogi Mirim, Nazaré Paulista, Piracaia, Piracicaba, Rio Claro, Santo Antônio da Posse, Serra Negra, Socorro, Jau, Lins, Cachoeira Paulista, Santo Antônio do Pinhal e Bertioga.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.