Em sessão há uma semana, os vereadores rejeitaram o projeto de lei apresentado pelo prefeito que autorizava a Guarda Civil a voltar a aplicar multas no trânsito. A proposta foi derrubada por dez votos contrários e quatro favoráveis. Até mesmo os vereadores do PSDB, Donizete da Farmácia e Valéria Marson, disseram não. Os parlamentares alegaram falta de competência legal, mesma tese defendida pelo capitão Araújo, da PM, no plenário.
Derrotado pela Câmara, Alexandre Ferreira fez ataques à Polícia Militar durante evento, no dia seguinte, com alunos da rede municipal. “Quando a gente liga e não vai PM nenhuma para atender, demora uma hora e meia para atender, eles justificam que não tem efetivo”, disse o prefeito que, em seguida, fez referências diretas ao depoimento do capitão aos vereadores. “Ontem (terça-feira), veio falar que tem gente para fazer fiscalização de trânsito. Vamos exigir deles o efetivo nas ruas. Sabe por que não deixaram votar? Porque eles querem que a gente pague para eles fazerem para nós o serviço que é responsabilidade deles.”
Após o evento, Alexandre Ferreira gravou entrevista ao Comércio e falou que há uma indústria da multa em Franca. A PM rebateu as acusações e afirmou que o posicionamento contrário à atuação da Guarda no trânsito foi motivado pela falta de competência legal. “Não há lei que autorize. Fiz uma tese de mestrado em que defendi o aumento da fiscalização, seja por parte do policial, do agente de trânsito e também da eletrônica para evitar mortes”, disse o capitão Araújo.
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