Valéria Marson coloca em risco a reeleição de Jépy para presidência


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Os vereadores Jépy Pereira e Valéria Marson travam disputa nos bastidores pela presidência da Câmara de Franca
Os vereadores Jépy Pereira e Valéria Marson travam disputa nos bastidores pela presidência da Câmara de Franca

Dentro de um mês a Câmara Municipal vai eleger o seu novo presidente. Esqueça acordos ou promessas. Certeza de voto garantido é ilusão. O atual comandante do Legislativo, Jépy Pereira (PSDB) fala com otimismo sobre a possibilidade de reeleição. Mas um movimento interno, vindo de dentro da própria trincheira tucana, pode colocar seus planos em risco. A ameaça atende pelo nome de Valéria Marson, a líder da bancada do PSDB. Outros três nomes de oposição podem surgir como plano B.

Se o cumprimento de palavra fosse regra na Câmara, não haveria necessidade de disputa. Mas a história mostra que rasteiras e viradas de última hora são comuns. Em novembro de 2012, dez vereadores se reuniram a portas fechadas. O grupo chegou a um acordo e decidiu apoiar a candidatura de Jépy para presidente. Um acerto para as eleições de 2014 sacramentou a composição e evitou a disputa que se desenhava.

Eleito para o sexto mandato, Jépy enfrentava a concorrência da novata Valéria Marson. Mesmo tendo sido a campeã de votos, foi convencida a abrir mão da candidatura em favor do companheiro de partido. Em troca, recebeu o compromisso de que teria apoio para ser a presidente em 2014. Desnecessário dizer que o acordo foi rasgado.

Jépy gostou do cargo e não quer se afastar da cadeira de presidente. Ele tem feito campanha junto aos colegas e conta os votos que teria como garantidos. Alega que há muitos problemas administrativos internos em andamento e que não seria prudente um vereador inexperiente assumir a presidência.

Faltou combinar com Valéria. Chateada com o descumprimento do acordo e em crise com o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), ela foi amparada pela bancada que começa a se desgarrar do governo e tem mantido proveitosas conversas com o PSB, PTB, PMDB e PT. “Coloquei o meu nome para ser presidente e estou confiante. A intenção é formar um grupo forte para fazer uma administração moderna e levantar a moral da Câmara.” Valéria pediu conselhos do ex-prefeito Sidnei Rocha. “Sugeri que façam o entendimento. A ruptura só interessa as outros partidos”, disse ele.

A decisão pela disputa acontece semanas depois de Valéria declarar ao Comércio que havia desistido da disputa pela presidência, que estava “desencantada e que seus planos eram outros”. A declaração foi feita após os vereadores da bancada tucana se reunirem e decidirem apoiar Jépy.

Outros
Luiz Vergara (PSB), Márcio do Flórida (PT) e Pastor Otávio (PTB) estão aliados a Valéria e topam sair a presidente caso ela desista. “Quando quis ampliar o mandato do presidente para dois anos, o Jépy foi contra, falando em alternância no poder. Depois de eleito, ele quer ficar. Não está certo”, afirmou Pastor Otávio.

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