Um dia de lembranças, orações e limpeza em túmulos. Assim foi o Dia de Finados ontem, dia 2, em Franca. Nos três cemitérios da cidade, a movimentação foi grande desde as primeiras horas da manhã, após a abertura dos portões. Segundo os administradores, a estimativa era receber visitação de 95 mil pessoas ao longo do dia.
Com quase 50 mil corpos sepultados, o entra e sai no Cemitério Santo Agostinho foi constante. O administrador Ubirajara Conceição acredita que o sol fraco da manhã favoreceu a presença de um grande público que em anos anteriores deixava para prestar suas homenagens no período da tarde. “Às 6 horas quando abrimos já tinha gente esperando. Calculo que pelo menos 20 mil pessoas tenham passado por aqui no período da manhã.”
Para orientar os visitantes com dificuldade de localizar as sepultas, a Prefeitura montou uma central de atendimento e colocou uma equipe de funcionários para atuar como guias. “Estamos com 11 pessoas para consultar túmulos e mais oito para mostrar onde eles estão”, disse Ubirajara.
Às 8 horas, o padre Dalmácio Freitas, da Paróquia Santa Mônica, celebrou uma missa no local em intenção dos mortos e lembrou da importância de rezar por aqueles que já se foram. “Devemos rezar pelo perdão e remissão da alma. É um dia de saudade e não de tristeza, pois cremos na ressurreição.”
Católica, a pespontadeira Marli Andrade há cinco anos reza um terço aos pés do túmulo do pai e diz acreditar na força da oração. Ela diz acreditar que a morte não é o fim e sim o começo de uma nova vida.
No Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, a dona de casa Regina Vieira Funes levou flores para colocar no túmulo onde estão enterrados seu pai, mãe e irmã. “Trago uma flor para cada e não marco compromisso nesse dia. Ele tem um significado especial. Primeiramente vinha com minha mãe no túmulo do meu pai, quando ela morreu minha irmã mais nova começou a me acompanhar e agora, mantenho essa tradição e venho rezar pelos três.”
Mais antigo de Franca, o Cemitério da Saudade contou com um esquema de trânsito especial nas proximidades e uma equipe da Prefeitura ficou de prontidão para alertar o público quanto aos cuidados com a dengue. Todos os que chegavam eram abordados e orientados a retirar o plástico dos vasos de flores.
Conservação
Além das flores, a contadora Eny Sousa Malheiros levou vassoura e limpou o túmulo da família e a sepulturas vizinhas. Segundo ela, os entes queridos não devem jamais ser esquecidos. “Todos os dias penso neles e procuro vir sempre ao cemitério. Não devemos fazer homenagem e limpar o túmulo somente no Dia de Finados.”
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