Rally dos Nerds


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A turma da Unifran: no carro, Victor Hugo Maciel Mariano e Rodrigo Ribeiro Alves, Paulo Vinicius, Clodoaldo dos Reis Bueno, Beatriz Cristina da Silva, Bruno Luiz Senhuk, Adriel Magalhães Souza, Jorge Luiz Teixeira, Adriano Cândido de Almeida e Bladimir Ab
A turma da Unifran: no carro, Victor Hugo Maciel Mariano e Rodrigo Ribeiro Alves, Paulo Vinicius, Clodoaldo dos Reis Bueno, Beatriz Cristina da Silva, Bruno Luiz Senhuk, Adriel Magalhães Souza, Jorge Luiz Teixeira, Adriano Cândido de Almeida e Bladimir Ab

Lama, suor, mapas, velocidade, gasolina e o ronco dos motores. Esses ingredientes fazem parte de uma longa lista de itens e características que despertam a atenção de milhares de aficionados pelo universo dos ralis.

Claro que esse esporte não é tão popular quanto futebol, basquete e vôlei, mas confesse: Você já se pegou olhando as filmagens do Rally Dakar com uma vontade tremenda de entrar em qualquer um daqueles veículos e atravessar dunas em alta velocidade, cortando o deserto, encarando lama e água como se fossem meras rodovias perfeitamente asfaltadas.

Essas coisas são recorrentes em competições mais “maduras”, patrocinadas por grandes montadoras e que envolvem investimentos altos. Porém, existe uma versão igualmente lamacenta, mais barata e feita essencialmente por estudantes universitários que passam boa parte do seu dia envolvidos com cálculos longos e complexos.

E, na cidade, um grupo de 15 pessoas da Unifran (Universidade de Franca) luta para conseguir participar do Baja SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros Automotivos, na sigla em inglês).

Histórico
Esse projeto foi criado originalmente na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos. A primeira competição ocorreu em 1976, no Deserto da Baja . Desde 2003, a final brasileira acontece em um circuito especial de Piracicaba.

Para garantir presença na final, que tem sua data definida poucas semanas antes da corrida, os competidores precisam vencer etapas regionais e depois disputar uma vaga com os melhores de cada Estado. O grande vencedor ganha a viagem e o aporte técnico para participar da etapa mundial da competição, que acontece anualmente no Deserto da Baja, na Califórnia.

Tudo isso foi criado para estimular estudantes de engenharia a investirem tempo e estudos na criação de um veículo off-road.

Baja ‘made in Franca’
A turma de Franca que pretende criar um veículo desse tipo se chama Yarrank e foi criada pela “necessidade de colocarmos em prática nosso conhecimento adquirido em sala de aula ou até mesmo indo além dos conteúdos em aula, pois durante as competições de Baja SAE os veículos são submetidos a rigorosos testes, resistência, conforto, relatório de projeto, entre outros”, afirma Victor Hugo Maciel Mariano, gerenciador de marketing do grupo.

Em 2011 eles construíram um veículo e tentaram participar da competição, porém foram impedidos pelos organizadores, que alegaram falta de segurança. “Por falta de verba e como temos um prazo para apresentar o veículo, não fomos capazes de deixá-lo pronto. Uma pena”, disse Victor. “A organização nos obriga a utilizarmos um motor pré determinado pela competição, e algumas normas de segurança pelo chassis. O restante do carro é todo desenvolvido pelos integrantes.”

Além da burocracia, outro obstáculo enfrentado pela Yarrank é o valor do projeto: cerca de R$ 30 mil. Agora, o grupo da Unifran espera contar com o apoio da sociedade para poder criar um Baja que atenda às especificações exigidas pela organização. “Queremos representar nossa cidade e a universidade no campeonato, como a primeira equipe de Franca a participar do projeto”, destaca Victor.

Caso queira saber mais sobre o projeto francano, o contato da galera do Yarrank é pelo telefone 99350-9604 ou então pelo e-mail victormacielmarketing@gmail.com. E estudantes interessados em conhecer mais sobre os requisitos da competição e como podem se inscrever poderão tirar suas dúvidas através do site www.saebrasil.org.br.

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