Lá nos meus tempos de criança, adorava estar nas tardes de domingo, grudado no alambrado do velho estádio Coronel Nhô Chico, para ver meus ídolos da Francana, e até hoje sei a escalação base de cor: Adauto, Pedrinho e Éca, Vavá, Zezé e Manoelão. Zinho, Fausto, Ponde, Laerte e Oliveira. E ouvia os mais velhos falarem daquele time de 48 ou 1950, formado por Marréco, Antero e Amaurí. Tuti, Gonçalves e Éca. Tim, Tidão, Tonho Rosa, Luizinho e Canhorinho. Depois, já no Lancha Filho, vibrando com a subida para a 1º Divisão, naquele domingo de 1977, com Geninho, Gasparzinho, Silva, Zé Mauro e Eraldo, Renê e Marinho. Antenor, Zé Antônio, Assis e Delém. O futebol é mesmo apaixonante, e o torcedor da Francana sempre se faz presente, bastando lembrar que na fase da principal divisão, só perdeu em rendas para os chamados grandes. Mesmo na Segunda ou na Terceira, bastam duas vitórias seguidas para o Lanchão ficar lotado. Por isso mesmo, até em respeito ao lazer dos trabalhadores, é preciso tirar a Francana dessa incômoda e vergonhosa situação. Deixem de lado os erros de administrações passadas e lembrem-se do nome da cidade e da importância de ter uma forte equipe. Todos ganham, desde os bares, restaurantes, taxistas, vendedores ambulantes, e assim por diante. Prefeito e empresários precisam se unir e salvá-la. Impossível que não haja solução.
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