O deficiente visual Valdemir Firmino, 48, e o sapateiro Thales Richer dos Santos Fonseca, 18, foram presos após roubar dinheiro de um taxista de 42 anos, na noite da última quinta-feira, no Jardim ¶ngela Rosa, zona sul da cidade. Para coagir a vítima, o assaltante adolescente usou uma faca de cozinha. Segundo o trabalhador, morador no Jardim Portinari e cooperado de uma empresa local, ambos exigiram que ele os levasse para comprar drogas, na região da Vila Gosuen, apelidada vulgarmente como “puxa-faca”. Somente depois do “sequestro relâmpago”, a vítima foi liberada.
De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu às 22h50 e a prisão dos assaltantes só foi possível, graças a outro “vacilo” da dupla. Eles pediram para serem deixados praticamente em frente à casa do deficiente.
Antes de anunciar o assalto, os bandidos pediram uma corrida para a rua Chile, no Jardim Consolação. O taxista disse à polícia que os dois criminosos entraram na casa, pegaram uma blusa e depois disseram que queriam voltar para o cruzamento das ruas Teresa Torteli Palermo e Cesário João Careta, no Jardim Ângela Rosa.
Assim que parou o carro, o sapateiro sacou o instrumento cortante e apontou para a barriga do motorista que não teve alternativa a não ser entregar os R$140 que dispunha no momento. Com o dinheiro em mãos e próximo de casa, os bandidos disseram que precisavam comprar drogas.
O taxista tentou argumentar dizendo que já havia dado o que eles queriam, mas não houve acordo. Sob ameaça de morte, o taxista teve de levar o deficiente visual e o sapateiro até a região conhecida pela venda indiscriminada de entorpecentes, na zona Norte. Depois ainda voltou para o endereço de origem.
Ingenuamente, os assaltantes fugiram a pé e entraram em uma casa. Toda a ação foi observada pelo taxista que duas horas após o susto, acionou a Polícia Militar. De posse do endereço de um dos suspeitos, os PMs fizeram a prisão.
Segundo boletim de ocorrência, ao chegarem próximo ao portão os militares ouviram um barulho característico de descarga. Imediatamente entraram na casa e flagraram o sapateiro jogando dentro do vaso sanitário a quantia de R$ 25 reais, possivelmente provenientes do roubo ao taxista. Como a faca também foi encontrada e a vítima reconheceu os autores ainda no local, os PMs encaminharam os dois para o Plantão.
A delegada Cristina Bueno de Oliveira ratificou a prisão em flagrante de ambos pelo crime de roubo e encaminhou-os ao CDP (Centro de Detenção Provisório) local. O deficiente visual chegou a alegar para a delegada que não “sabia” que o colega havia apontado a faca para o taxista, mas não teve jeito. Na confecção do auto de prisão a delegado justificou que “aquele que permanece durante todo o delito prestando auxílio ao outro criminoso e se beneficia de parte do dinheiro subtraído não pode ser considerado mero acompanhante inocente”.
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