Dise localiza 120 kg de maconha enterrados


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Delegado Djalma Batista olha droga tirada de buraco. À sua frente, a cadela que farejou a maconha
Delegado Djalma Batista olha droga tirada de buraco. À sua frente, a cadela que farejou a maconha

A Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) realizou ontem a maior apreensão de drogas do ano. Cerca de 120 quilos de maconha foram localizados enterrados na mata de um sítio na divisa entre Franca e Cristais Paulista. O sapateiro desempregado JPCA (polícia só passou iniciais), 29, do Residencial São Vicente, apontado com um dos maiores distribuidores da região, foi preso em flagrante.

Para chegar ao desempregado, a polícia contou com a “ajuda” de traficantes presos ao longo dos últimos dois anos. O apelido de JPCA foi citado em vários flagrantes. Cruzando informações e eliminando suspeitos, a polícia chegou ao rapaz. Descobriu-se que ele mantinha contato com traficantes do Paraguai e que havia enriquecido, mesmo sem trabalhar há dois anos.

Para a Dise faltava flagrar o suspeito com as drogas. Na tarde de ontem, ele foi seguido por agentes até uma mata e detido ao remexer uma área desmatada. Um cão treinado na própria delegacia indicou os locais onde as drogas estavam enterradas. No total, 120 quilos foram localizados. “Há suspeita de que ele movimentava cerca de um tonelada de maconha por mês, o que lhe garantia o título de um dos maiores distribuidores da região”, destacou o delegado Djalma Donizete Batista, que comandou a operação.

O suspeito, segundo Wellington Amato, chefe dos investigadores da Dise, adquiria a droga no Paraguai, mandava outros fazerem o transporte e indicava os locais onde deveria ser enterrada. Ele negociava pessoalmente com os traficantes de Franca e região, sempre em locais públicos, para não chamar a atenção.

Quatro advogados se apresentaram na Dise para defender o preso. Ele dispensou três. No final, foi autuado e recolhido à cadeia local.

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