Vereadores devem negar aval para Guarda Civil voltar a multar


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Guardas fiscalizam documentos de mototaxista: Prefeitura quer aumentar funções da corporação
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A Câmara Municipal enfrentará uma sinuca de bico na sessão desta terça-feira. Os vereadores vão decidir se autorizam ou não a Guarda Civil a voltar a aplicar multas de trânsito. De um lado, estará a necessidade de intensificar a fiscalização para reduzir os abusos cometidos pelos motoristas. Do outro lado, pesará a repercussão negativa que a medida causará junto aos eleitores. “Autorizar multas é a mesma coisa que aumentar IPTU”, resume o vereador Marco Garcia (PPS).

Para ser aprovado, o projeto de autoria do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) depende da adesão da maioria absoluta do plenário. Isso quer dizer que são necessários oito votos favoráveis. As chances de o número ser atingido são pequenas. Sete parlamentares consultados pelo Comércio, ontem à tarde, garantiram que vão apertar a tecla não: Marco Garcia (PPS), Márcio do Flórida (PT), Vergara (PSB), Radaeli (PMDB), Pastor Otávio (PTB), Zezinho Cabeleireiro (PPS) e Donizete da Farmácia (PSDB).

Ainda faltaria um voto para garantir a derrubada, que pode ser o de Valéria Marson (PSDB). Embora tenha dito que só hoje revelaria sua posição, a vereadora, que é a presidente da Comissão de Justiça e Redação da Câmara, deu um indicativo ao emitir parecer com a recomendação de que não seria prudente votar o projeto até o Supremo Tribunal Federal decidir sobre ações que questionam a competência das guardas aplicarem multas.

Nirley de Souza (DEM), Laercinho (PP), Claudinei da Rocha (PP) e Josivaldo Bahia (PTB) estão em cima do muro. Adérmis Marini (PSDB), Jépy Pereira (PSDB) e Cordeiro (PSB) são os únicos que anteciparam o voto favorável.

Na tentativa de reverter o cenário desfavorável, o Executivo deve enviar guardas e diretores da Esac, responsável pela administração da Área Azul, para convencer os vereadores. Também será proposta uma emenda para que seja feita uma campanha de orientação antes de os guardas começarem a multar. O adiamento do projeto é outra possibilidade. “A cidade precisa que seja aprovado. Estamos perdendo jovens, pais de família e trabalhadores por falta de fiscalização e dos abusos. A Câmara vai entender isso. Espero que seja aprovado para começarmos a fazer um trabalho de conscientização e educação no trânsito”, disse o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).

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