Mais de 5 milhões de candidatos realizaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013 neste fim de semana e, como de costume, problemas marcaram as provas. Não foram só atrasos ou esquecimentos de documentos que deixaram o exame mais cansativo e penoso para alguns alunos em Franca. Uma das “confusões” foi registrada no primeiro dia de provas, sábado, quando pelo menos 16 alunos que realizariam a prova na Unifran) tiveram problemas porque foram - segundo eles, de maneira equivocada -, registrados na inscrição como seguidores de religiões sabatistas, que guardam o sábado como dia sagrado.
Pelas regras do Enem, os sabatistas entram para a prova até 13 horas, quando os portões fecham, e ficam na sala sem poder se comunicar até 19 horas, horário em que começam a fazer o exame (pela religião, é preciso esperar o pôr do sol para que os seguidores realizem atividades. Com é horário de verão, a noite começa 19 horas e não às 18).
Os estudantes francanos afirmam ter feito a inscrição corretamente, mas foram informados que teriam que esperar para fazer a prova. “Levaram a gente para a sala de sabatistas. Os fiscais falaram que teríamos de ficar aguardando, mas não fomos preparados para ficar das 13 horas às 23h30 lá. Eu mesmo levei só uma barrinha de cereal. Tenho certeza absoluta que coloquei certo na inscrição, não tinha como errar. Nem me lembro de ter visto a opção sabatista. No cartão de confirmação, vi, mas achei que era apenas uma observação que vinha para todos”, disse o estudante Paulo Sérgio Barbosa Filho, 18.
A maioria dos estudantes não esperou e foi embora no primeiro dia. De acordo com Paulo, não foi fácil para aqueles que resolveram ficar. “Fui embora e poucos ficaram, por medo de ir e ser prejudicar na nota, mas no domingo, quando encontrei com eles, estavam acabados porque não comeram, nem dormiram bem.”
Os candidatos estão inconformados com a falha que pode adiar o sonho de ingressar em uma universidade (algumas instituições aceitam a nota do Enem para ingresso nos cursos) e pretendem acionar a Justiça. “Pretendemos procurar o Ministério Público porque isso aconteceu no Brasil todo. Quero entrar em uma faculdade que exige nota do Enem e aí como vou fazer? Vou perder um ano por causa de um erro que não foi meu”.
Outro lado
O Inep informou que o sistema não apresentou falhas e o que houve foram casos pontuais de estudantes que se equivocaram ao realizar a inscrição. “Conforme consta no edital do Enem, o participante é o responsável pelas informações prestadas no ato de inscrição. Ao receber o cartão e/ou acessá-lo pela internet, ele deve conferir se os dados estão corretos. Em caso de dúvida, ele deve ligar para a Central de Atendimento.” O Inep não cogita a reaplicação das provas.
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