54% dos domicílios brasileiros contam com pelo menos um veículo particular. Os dados, relativos ao ano de 2012, são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em 2008, essa proporção era de 45%. Maior taxa de motorização contribui para a elevação do índice de acidentes, congestionamentos e de poluição. ‘Há uma clara tendência de piora, em função do crescente aumento da taxa de motorização da população conjugado com a falta de investimentos públicos nos sistemas de transporte público ao longo das últimas décadas’, alerta o documento. O maior desafio da maioria das cidades é descobrir como compatilizar o crescimento com a qualidade de vida. Ninguém tem a fórmula mágica para importar. O problema é global, mas a solução deve ser local. Há consenso de que a população precisa mudar hábitos e o poder público liderar ações de replanejamento urbano e investimentos em infra-estrutura. Uma boa pauta para a década.
Meta para 2020: “Trânsito sem celular. Atenda a esse chamado. Seja você a mudança no trânsito”. Durante um mês, campanha nacional na mídia terá o objetivo de diminuir o número de ocorrências por causa do uso indevido dos apaelhos pelos motoristas. A ação faz parte do Pacto pela Vida, acordo firmado pelo Brasil e outros países com a Organização das Nações Unidas (ONU). Até 2021, os países terão que reduzir em 50% o número de mortes no trânsito.
Felicidade também conta: O arquiteto e engenheiro Luca D’Acci desenvolveu equações matemáticas que incluem fatores não tradicionais de análise das cidades tais como sustentabilidade, ecologia e bem-estar psicológico dos moradores, segundo revela o Jornal da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desta semana. O objetivo do trabalho é ir além de ferramentas como indicadores econômicos ao se avaliar a qualidade de vida urbana, as quais não dão mais conta sozinhas de analisar um sistema tão complexo como uma cidade. O pesquisador afirma expressar a tendência de um outro olhar sobre as cidades. Memórias, gostos e necessidades pessoais dos moradores também devem ser levados em conta.
Taxistas: O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu um conteúdo mínimo para o curso de formação de taxistas. Terão de cumprir 14 horas no módulo Relações Humanas, que abordará a higiene pessoal e do veículo; o tempo de direção e de descanso e o respeito à circulação do transporte coletivo. Outras oito horas serão dedicadas para a direção defensiva; duas horas para primeiros socorros e quatro horas para mecânica e elétrica. As regras foram publicadas quinta-feira, 24, no Diário Oficial da União. O conteúdo valerá para todos os municípios.
Au, au, au: No caso do resgate de cães beagle de São Roque, os discursos na Assembleia Legislativa na semana foram favoráveis aos ativistas. Nenhuma voz fez a defesa do Instituto Royal ou dos órgãos federais que dão apoio às pesquisas. Feliciano Filho (PEN) disse que a vida está sendo banalizada e irá defender projeto de lei restringindo pesquisas com o uso de animais. Jooji Hato (PMDB) defendeu a preservação da vida em todas as suas formas. Fernando Capez (PSDB) fez apelo emocionado aos ativistas para que “não se curvem e mantenham a coluna ereta” pois o ato de salvar os animais foi legítimo, segundo ele.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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